Ninguém dá nada a ninguém! Esta é uma velha máxima muitas vezes repetida e que de facto, hoje mais do que nunca, é verdadeira. A generosidade, a bondade e a filantropia são virtudes e adjectivos cada vez mais raros e, verdade se diga, os deveres cívicos e morais tornaram-se rapidamente coisas do passado, obsoletas, e nem mesmo as escolas garantem a aprendizagem ou ensinamentos desses e doutros valores humanos. As razões sobrepõem-se às emoções e por conseguinte somos cada vez mais humanos menos humanizados.
Deixando de lado essas questões, que quanto a isso já não há volta a dar, hoje em dia, onde a palavra de ordem é roubar, tirar, retirar, subtrair, mesmo que à marretada, quando se fala em dar ou oferecer, não é sem alguma desconfiança ou de pé-atrás que tentamos confirmar a veracidade do pregão, até porque “quando a esmola é grande o pobre desconfia” mesmo que se possa contrariar com um “a cavalo dado não se olha o dente”. São conhecidos inúmeros exemplos de telemarketing onde aparentamente se pretende oferecer uma panóplia de brindes e ofertas mas que na realidade têm objectivos comerciais quase sempre pouco claros e até quase sempre ilícitos.
Por isso se constata que neste mundo cuja principal religião é o consumismo, o catecismo o marketing e os sacerdotes os vendedores, já ninguém dá francamente nada a ninguém, mesmo quando isso é apregoado de forma a que fiquemos convencidos do contrário. Hoje, qualquer situação de oferta ou promoção, resulta sempre na velha sentença de que se pretende oferecer um salpicão em troca de um porco. É meio mundo a roubar outro meio e vice-versa.
Serve este sermão para dar a conhecer um interessante sítio que tem a trabalheira de reunir a informação de diversos portais que por sua vez disponibilizam uma catrefada de concursos, ofertas, amostras, promoções e outras coisas aparentemente aliciantes e tentadoras, em vigor neste nosso país de tesos. Por sua vez, os diversos itens são Trata-se do gratistuga.
Se ainda há gente que acha que a generosidade e a bondade gratuitas ainda fazem parte, como resquícios, do que foram os nossos brandos costumes, então poderá tentar a sua sorte; Não falta escolha e, depois, há dias de sorte e, verdade se diga, ainda que raros exemplares, há gente boa e nem todos são filhos-da-puta.
link: http://www.gratistuga.com/
- Luis Gama
