Às clássicas questões, o quê, quem, onde, quando, como, porquê, o Google vai mais longe e avança, de forma mais completa, as verdeiras questões ou dúvidas existênciais colocadas pelos utilizadores de língua portuguesa.
São certamente dúvidas existênciais, e, pelos vistos, muito generalizadas, ou à questão existencialista de “como fazer um broche”, ou “como se faz um broche”, o Google não reportasse resultados de 121.000 e 270.000, respectivamente, mesmo dando de barato que nesse tão grande número possa haver mesmo uma dúzia de interessados em saber como fazer o broche enquanto clássica peça de ourivesaria. É mesmo muita gente a querer e a não saber como fazer um broche, o que não deixa de ser preocupante. Por sua vez, a variante oposta, “como fazer um minete”, também é questão existencial para 8.950 almas, o que de forma ligeira revela que os homens são menos ignorantes.
Outras dúvidas existênciais, por exemplo “como engravidar”, ainda revela a ignorância a 801.000 pessoas.
Entre outras dúvidas tão existenciais quanto curiosas, a que de facto parece preocupar mais gente, e não é caso para menos, é a questão “quando acaba o mundo”, que colhe 37.000.000 (37 milhões) de resultados, “quando é que o mundo vai acabar”, 1.880.000, “, quando vai acabar o mundo”, 3.860.000, números muito mais preocupantes que o resultado da questão individualista “quando vou morrer", com 1.480.000.
A forma como as pessoas colocam as questões e como o Google as exibe, não deixa de ser um case study. Particularidades deste mundo de gente que anda pela internet, mesmo que a questão “o que é a internet” ainda seja dúvida para 29.700.000.
- Adriano Fonseca