A selecção luso-brasileira chamada Portugal regressa do Mundial de 2010, sacudida pelos nuestros hermanos com um valente pontapé-no-cú ou uma estocada certeira do cappo Villa depois do embalador olé.
Era expectável, previsível e garantido. O futebol não é para medricas e não se compadece com equipas que jogam de início com menos dois ou três jogadores.
Por tudo isto, este desfecho, este regresso, é apenas o culminar lógico de uma campanha de apuramento sofrida e medíocre, uma convocatória repleta de equívocos, pontas soltas mal atadas e jogos mal abordados. Pelo meio, um divertimento chamado Coreia do Norte que só serviu de ilusão e alívio à dor de dentes que vinha incomodando as queixadas da nação.
No resto, os meninos tratados como príncipes, com estadias em hoteis de 10 estrelas, com tudo do bom e do melhor, mesmo em tempo de apertar o cinto, estão já despreocupados em calções estendidos ao sol de outros paraísos. Eduardo a limpar as lágrimas e Ronaldo a aprender o hino na pauta das curvas da russa. É assim o futebol onde uma nação de labregos sofre e entusiasma-se por um grupinho de vedetas que desempenha mediocramente o seu papel.
Custa a crer que Portugal fosse o 3º do ranking FIFA e que Ronaldo tenha sido o melhor futebolista do planeta. Foi apenas um jogador vulgar, que com um treinador de tomates, a jogar como jogou, não teria lugar nem no Caralhense da III Distrital deste nosso Portugal profundo.
Vamos lá dar umas velentes vassouradas nesta federação e tornar a varrer a porcaria acumulada. Acabou-se o feeling. O do Queiróz era apenas o do BES(ta). Poderia ter sido BES(tial) mas andou sempre longe do registo mínimo.
Nova gente, novos jogadores, nova mentalidade. A vida continua, dura e crua. Os jornais e os media, voltam-se para os clubes e o país volta a enfrentar a crise que por semanas esqueceu.
- Rui Santos Sá