Ensitele-rural – O impacto nas retretes socias

 

Caros amigos, permitam-me também que entre na dança do caso da Ensitel/redes sociais.
Sem me alongar, porque o essencial da minha opinião partilho-o genericamente de dois comentários à notícia no webmilionário (que abaixo transcrevo), sempre quero dizer que este caso, afigura-se-nos como irrelevante e sem importância alguma, porque gira em torna de uma questão comum e corriqueira no dia-a-dia das relações consumidor-vendedor-justiça. A sua relevância ou impacto na blogosfera, redes sociais e por arrasto a comunicação social, só resultou na medida em que alguém fez por fazer o trabalhinho de caso e empurrou encosta abaixo a bolinha de neve a ver no que tamanho que teria quando se esborrachasse no fundo do vale.


Quer se queira, quer não, temos uma certa blogosfera, dita de referência ou da 1ª divisão, que efectivamente tem algum poder de opinião e nas mãos as pontas de alguns cordelinhos que devidamente agitados vão chocalhar as latas nos sítios certos ou, por controlo-remoto, fazer rebolar as tais bolinhas de neve.
As redes sociais, para além da sua utilidade que só é devidamente aproveitada por uma escassa minoria, é terreno fértil e retrete fácil para defecar estas póias e deixar que as moscas, moscardos e verejeiras apareçam a fazer banzé do costume e a conspurcarem-se na imbecilidade quase geral.


Resumindo, acho que a pessoa envolvida na base da polémica, tem genericamente razão e a Ensitel ficou muito mal na fotografia, essencialmente na forma como lidou ou não lidou com a questão, mas sobretudo na absurda exigência de pedir o apagamento dos posts de opinião. Todavia,  acho também que no geral  a empresa tem sido alvo de um ataque, aproveitamento e empolamento desajustados, despropositados e até inaceitáveis.

Comentários insertos no webmilionário:

1 – Estas coisas chegam à Web quase à velocidade da luz e sem darmos por isso, ou sem sabermos por quê, entramos ou caímos de queixos no meio de algumas discussões e batalhazinhas, algumas com interesse porque têm em contexto assuntos que calham a todos, o caso da relação cliente/consumidor/fornecedor, mas quase sempre assuntos de caca, de palha ou guerras de alecrim e manjerona. Aliás, eu pecador me confesso, o Facebook e o Twitter são locais priveligiadfos para o exercício da banalidade opnde a estupidez e a idiotice são a regra.
Um pouco dentro desta base, acabei por me inteirar desta assunto despoletado pela Maria João no seu blog e por uma decisão em tribunal que não lhe foi favorável e em face disso a Ensitel a exigir que apagasse os posts que a dita Maria João lavrou em função da sua opinião.

2 – Assim de repente, creio que a Jonas tem razão e que ao fim e ao cabo se traduz num péssimo serviço que muitas empresas prestam no pós compra. Também o descrédito pela Justiça fica partilhado. Passou já um ano sobre uma queixa que fiz contra desconhecidos (mas com elementos que levariam à identifiação), por usurpação de conta de email e a partir dela de aproveitamento enganoso em algumas situações) mas continuio sem saber as consequências, que presumo serem nenhumas. Por outro lado, já fui cliente da Ensitel e fiquei com motivos para a riscar do mapa. Do mesmo modo, a exigência da Ensitel quanto ao delete das mensagens da Maria João, foi desajustada, inconcebível e mal medida.

3 – Seja como for, todo este borburinho, este rebentar da bolha, esta caganeira que se pretendia ser apenas um tímido peidinho,acaba por trazer à tona outra importante questão que é o capacidade da Web, com uma multidão quase anónima, catalizada ou acicatada por alguém ou “alguéns”, acaba por fazer uso do poder da razão e da emoção e quase sempre de forma irracional. Não surpreende assim que a Ensitel esteja com um problema de imagem em mãos, e que continua a defender-se mal do ataque de tomates e ovos-podres, mas também é verdade que há por aqui muita má intenção, especulação e exagero.

4 – A Maria João, porque até tem uns amigos porreiros noutros blogs e estes porque até simpatizam com a Maria João e com ela e a sua causa gostam de ser simpáticos (justa, diga-se), acabaram por empolar e agitar as águas e nessa tarefa quem anda por alguns blogs de referência sabe que há mestres nessa culinária das palavras.
Por tudo isso, no caso concreto da repercurssão do caso empolado e abadalhocado aqui no Facebbok, o que a Ensitel teria ou terá que fazer, é mandar todos à merda, eu incluido, e a coisa, como todas as cagadas, acabará por passar à História.
Esta é assim uma questão tratada de forma extremada de parte a parte e o Facebook é porventura o local menos adequado ao seu tratamento com elevação. Será como pretender-se montar um laboratório de análises clínicas dentro de uma pocilga.

Nota: Durante a manhã expressei esta opinião na página da EWnsitel no Facebook, mas pelo limite de 1000 caracteres, parece que se perdeu o fio-à-meada.
Nem de propósito, o assunto mereceu destaque no Jornal da Tarde da RTP, com a Jonas a ter direito a entrevista.
Penso que mais do que o interesse do assunto, que diga-se, é corriqueiro e habitual, este bola-de-neve resulta apenas da influência que alguma certa blogosfera e certos bloggers têm.

Zé Costa
29 December, 2010 at 2:14 pm

 

casos em que as reclamações “correram bem” (ou seja, os problemas foram solucionados) há muitos, seja com a Nokia, LG, etc etc e decerto até com a Ensitel. O problema é que podem solucionar 1000 problemas em 5 minutos que ninguém vem dizer bem da empresa.
Basta não solucionar uma para que caia o carmo e a trindade. Como te correu bem com a Nokia, aposto que em 5 minutos encontro na net dezenas de relatos de pessoas a quem uma reclamação correu mal.

Jorge Vieira

29 December, 2010 at 2:38 pm

 

- Rui Santos Sá

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