Miau, miau - RIP

 

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O já clássico sítio de vendas e leilões português, o Miau.pt, propriedade da SONAE, está a dar os últimos suspiros, as derradeiras miadelas, como um gato agonizante na berma de uma estrada depois de atropelado pelo camião da FixeAds, com os reboques leilões.net, coisas.pt, olx.pt, etc.

Desde o princípio de Junho que já não é possível introduzir novos negócios e dizem que descerá à cova a partir de Setembro.


Quem por lá passar, nestes dias em que ainda está em câmara ardente, se tentar, por curiosidade, registar-se será recomendado para o coisas.pt. Pelo menos nesta hora dramática o Miau ganha uns trocos recomendando e publicitando o seu coveiro.

Há quem diga que o Miau não soube adaptar-se às novas tendências de compras/vendas online deixando fugir concorrentes que aparentemente ninguém dava nada por eles. Eventualmente, mas certamente que os lucros baixaram porque perante serviços mais acessíveis e sem custos, começaram a fugir os utilizadores às comissões de colocação e de vendas.

Certo é que, pelo nossa experiência em ambos os sítios, em termos de segurança e alguma garantia, se é que alguma vez as houve, a coisa não vai para melhor com a saída do Miau e, sobretudo para quem compra, as possibilidades de burlas e enganos é enorme. É tão fácil como roubar um doce a um bébé. A facilidade aumenta a par da impunidade judicial pois num dos casos em que fomos burlados, mesmo com dados que permitiam uma rápida intervenção da polícia (número de telefone, NIB e titular de uma conta bancária para onde se efectuou o pagamento por transferência), a verdade é que a investigação começou um ano e meio depois de formalizada a queixa e, perante os inconvenientes de chamadas surpresa à polícia, inclusive à sede da Judiciária, para prestar declarações, acabamos por desistir. Afinal a vítima, num sistema kafkiano, é vítima duplamente: Pelo burlão e por quem nos devia proteger e defender.

Tudo rola, pois, a favor dos vigaristas e burladores que semeiam negócios por esses sítios referidos. Haja, pois, muito cuidado, sobretudo com negócios que envolvam verbas significativas. Ter em conta o ditado de que “quando a esmola é grande o pobre deve desconfiar”. Sempre que possível pedir elementos de garantia e transações em mão. Quem não deve não teme.

Ainda pela experiência que temos, sobretudo no leilões.net, este não tem qualquer consideração pelo grupo de risco, os compradores, e protege e dão crédito a queixinhas de vendedores.

Cuidado, pois agora é que vai começar a haver gato!

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