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Coisas “comezinhas”

 

Tópicos do dia-a-dia:

Ladrão romeno entalado em janela ficou com o rabo de fora - Para além do ridículo merecia uma boa enrabadela (ou se calhar nem a isso escapou). Felizmente, para ele, Portugal é um país das bananas e apesar do flagrante já está cá fora pronto para mais do mesmo.

Portugal apura-se para o Mundial de Futebol 2010 – Finalmente. O nosso futebol sempre se livrou da “porcaria” e logo numa jornada um pouco badalhoca, com recepção de terror, “profanação” ao nosso Hino, e tudo o mais que se possa esperar de um país do terceiro mundo com o beneplácito da FIFA. Quem devia apanhar com a moeda na testa era o Sr. Joseph Blatter .

França apura-se para o Mundial de Futebol 2010 - Com uma mãozinha de Deus ou do Diabo que todo o mundo viu mas que a França, míope, nega. A mãozinha de Abel Xavier em 2000 viram eles bem. Platini deve ter ficado aliviado.

Humberto Coelho despedido da selecção de futebol da Tunísia: UM pouco mais cedo e vinha a tempo de substituir Paulo Bento no Sporting.

Armando Vara jura inocência - Também acredito. O homem ainda vai ser elevado à categoria de mártir e recompensado com a administração de outra mina de ouro.

Escutas a Sócrates e Vara mandadas destruir - Onde é que está velha máxima de que "quem não deve não teme" ?

Mário Soares considera que o que tem vindo a público sobre o "Face Oculta" não passa de uma coisa "comezinha" - Realmente, como diria António Manuel Pina, em coluna do Jornal de Notícias de 17 de Novembro: "É difícil, pois, não estar de acordo com Mário Soares. Um assunto que envolva, como o presente caso, corrupção, tráfico de influências, manipulação de concursos públicos envolvendo trocas de dinheiro e de favores entre gestores de nomeação política e empresários "amigos", e até alegações, sustentadas no despacho de um juiz, de crime de atentado ao Estado de Direito, tornou-se de facto hoje, em Portugal, coisa politicamente "comezinha", "trivial" e "vulgar".

 

- Marco Dias

Saltos à vara ou assaltos na cara?

 

 

 

Miguel Sousa Tavares sobre Armando Vara:

 

…Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime.

…Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!

 

fonte e totalidade do artigo: Expresso

Conclusão: Interessante artigo. Apesar de ser já de Janeiro passado, ganha um novo contexto com o caso “Face Oculta”. Por outro lado, estas cenas dos vencimentos dos administradores nos Bancos, não serão propriamente saltos à vara mas assaltos na cara, dos portugueses, claro. Mas como bons portugueses que somos, assaltam-nos numa face e damos humildemente a outra.

 

- Rui Santos Sá

Sábado, fui à bola ver Braga por um canudo

 

estadio axa braga

Sábado, fui à bola, concretamente a Braga, ver o clube local contra o Benfica.


Algumas sintéticas conclusões:


Muita malta, quase tudo adeptos do Benfica; Muitas roullotes, panados, bifanas, cerveja a rodos e vendedores de cachecóis; Bilhetes caríssimos (80 euros para dois lugares numa zona quase na extremidade da bancada poente); Com toda a certeza, apesar de ainda estarmos a 1/3 do campeonato, foi a receita da época para os arsenalistas; O Benfica é mesmo o abono de família dos clubes que visita; Apesar de se ter transmitido a ideia de casa cheia e bilheteira esgotada (quiçá para inflaccionar o interesse), a bancada nascente apresentava grandes clareiras e um sector quase deserto; Parece que o Braga não tem adeptos pagantes para encher metade dos lugares da casa; Hora demasiado tardia para um jogo de futebol em horário de Inverno; Bom ambiente a rodear o jogo, fora do estádio e dentro dele; Como sempre, o árbitro e os agentes do futebol, incluindo equipas, a estragarem o espectáculo, a borrarem a pintura; Jorge Sousa, supostamente um árbitro de primeira, portou-se ao nível do que pior se vê na arbitragem nos regionais; Inaugurou um ciclo no futebol português e a partir de agora os agarranços nas áreas vão ser analizados à luz do critério inquisitório do Sousa; Di Maria, numa atitude feia, própria de um puto a reagir a provocações do banco do Braga e este com uma reacção desmedida e despropositada, a gerar toda a confusão que se viu; Fiquei, por isso, a perceber "in loco" o porquê dos estádios se encontram de um modo geral com bancadas vazias; Têm o que merecem; No meio de tudo isto, os adeptos que vão ver e pagar o futebol, continuam a ser desrespeitados. Quem me acompanhou, por ser a primeira vez, jura que ficou traumatizada e tão cedo não vai ver futebol aos estádios. Não a censuro.


Estádio com uma boa visão de jogo, mas desconfortável, com cadeiras pequenas e passagens estreitas; Estádio considerado uma obra de arte da arquitectura mas com uns acessos super-esquisitos, impróprios para adeptos sem preparação física e deficientemente assinalados; Provavelmente o estádio em Portugal com acessos e sistema de entrada mais complicado; Zonas adjacentes sem condições adequadas de estacionamento para jogos com esta dimensão. A evitar, a não ser para ver um Braga – Pescadores da Costa da Caparica, em que as coisas devem estar mais calminhas. No resto, é ir cedo, esperar, suar, esperar, suar e chegar tarde.


Quanto ao jogo: Bem ganho pelo Sp. Braga, sobretudo pela eficácia do aproveitamento e pelos primeiros 15 minutos; O Benfica a fazer, talvez, a pior primeira parte da época; Mesmo assim, o Braga a viver do golo precoce aos 7 minutos e com uma segunda parte de contra-ataque, onde, excepção ao 2º golo, quase não levou uma bola à baliza adversária. Nem precisou. Quim, o azelha, apesar de atordoado pela ingenuidade de abordagem ao primeiro golo, limitou-se a ser mais um espectador.

Conclusão fnal: Já não vale a pena ir ver jogos de futebol aos estádios, incluindo ao de  Braga. A televisão e um bom sofá são melhor alternativa mesmo que se tenha que pagar a Sport TV.

 

- Rui Santos Sá

Erica Fontes – A arte de abrir



Erica Fontes, de 18 anos, poderia estar a entrar para a faculdade mas optou por ser actriz pornográfica e o seu primeiro filme vai estrear amanhã no Salão Erótico de Lisboa. A lisboeta assume o objectivo de mudar mentalidades: "Sei que a carreira que escolhi não é bem vista mas estou aqui a falar consigo para tentar mudar as coisas, abrir a mente dos portugueses e fazer o nosso País avançar na indústria do entretenimento para adultos", afirma, acrescentando: "Estou a fazer o que gosto, de livre vontade e não ligo ao que os outros pensam, se não o País não avança. O corpo é meu".
Fonte e resto do artigo: link

Cá está, uma ideia que poderá ser uma boa solução para o desemprego de muitas portuguesas (de mentes e pernas abertas). Pode ser uma questão polémica para a nossa sociedade, mas certamente merecerá o apoio do Bloco de Esquerda.

A ter em conta as palavras da Erica, é com estas atitudes que o país avançará. Será também uma forma de “abrir as mentes”. Já agora, Erica, não te esqueças, será também uma forma de abrir as braguilhas o que poderá incrementar as empresas de fabricantes de fechos eclair.
Numa altura em que o país está mais do que endividado (e dizem que cresce ao ritmo de 2 milhões por dia), está na hora de ser dar o corpo ao manifesto. A Erica sabe como, e não se escusará a fazer umas demonstrações. Bastará “ler” o seu diário.
Força, Erica! Mostra como é que se trabalha em prol do progresso e do crescimento da economia.
Adoro estas lições da Erica quanto à forma de abrir e fazer crescer as coisas. Vou abrir os cordões à bolsa e comprar o DVD, como contributo a quem trabalha pondo ao corpo ao serviço da nação.

José Castro.

Já não há dirigentes como antigamente

 

 

…E eu a pensar, na minha santa ignorância, que o Pinto da Costa ainda era um daqueles dirigentes à antiga, com amor à camisola, a ter que suportar dos seus parcos rendimentos os custos da gasolina e do telefone. Pois é….devo estar a fazer confusão com o presidente do clube da minha terrinha, que para além desses prejuízos, ainda tem que marcar o campo em vésperas de jogos, ir à lenha para a bailarina do aquecimento da água dos balneários e estar no bar, no intervalo dos jogos a servir cervejolas e couratos. Bons tempos…

 

AA

Os pescadores de polémicas

 

vintem cretino manuel machado jorge jesus

Ontem o Benfica lá despachou mais uma equipa com uma cabazada (6-1). Desta feita foi o Nacional da Madeira, que até tinha o hábito de ser a “besta negra dos encarnados” e, diga-se, é uma das poucas boas equipas do nosso futebol maior.

Mais do que o resultado e o que ele possa ou não significar, não posso deixar de comentar a postura de alguns jornalistas neste tipo de eventos. Falo em concreto nas entrevistas aos técnicos logo no final do jogo, no flash-interview obrigatório da Sport TV: Não sei quem é o tipo, o jornalista, mas de tanto insistir em situações “colaterais”, como as designou Manuel machado, treinador dos madeirenses, lá conseguiu arrancar-lhe mais um “tesourinho” que vai servir para alimentar a imprensa e a polémica em torno dos dois técnicos. "Para mim um vintém é vintém e um cretino é um cretino. Por muito que a gente pinte de amarelo, de vermelho, de azul para encher jornais. Há coisas que não mudam. São valores absolutos, valores profissionais." Lá deixou Manuel Machado, no anzol bem armado.

O mesmo jornalista, com Jorge Jesus, voltou a lançar a cana-de-pesca mas Jesus foi mais incisivo e afrontou mesmo o jornalista quanto ao que ele estava a ali a fazer, se para falar de futebol ou se para falar de confrontos pessoais. O pescador à espera de uma gorda sardinha e deu de caras com a boca aberta de um tubarão capaz de engolir o anzol e o pescador. Optou e bem pela retirada. Antes, porém, lá foi dizendo que "Não jogámos em túneis, jogámos no campo. O jogo teve noventa e poucos minutos e na segunda parte fizemos quatro golos. No campo é que ganhámos"

Já o sabíamos, temos em Portugal uma exímia classe de jornalistas pescadores que sujeitam-se às agruras das marés para pescarias que darão boas “postas” de polémica, mas vazias na substância.

Ainda há dias, o jornal “O Jogo”, uma espécie de voz-do-dono, fez uma capa exuberante, exclamando com letras garrafais, a propósito de declarações “pescadas” ao defesa-direito do FC do Porto, o uruguaio Fucille, “ELE IGNORA O BENFICA”. É claro que o Fucile tem todo o direito de ignorar o Benfica como tem o direito de alvitrar que o FC Porto é neste momento a equipa que melhor futebol joga. O jogo deste Domingo com a Académica, veio dar-lhe mais razão. Fucile é assim uma espécie de “burro” de Penafiel que com as palas que lhe põem ao lado dos olhos só consegue ver para a frente.  Aparte os problemas de miopia de Fucile, importa salientar os tais métodos dos nossos jornalistas/pescadores, que forçam as perguntas, forçam as respostas e depois fazem delas os títulos e as polémicas. Não admira pois, que tanto na TV como nos jornais diários, sejamos constantemente prendados com os resultados destas sublimes pescarias. É o que temos!

José Castro

Geocities - RIP

 

geocities 

rip rest in peace

Chegou o dia anunciado para o fim do GeoCities. A quem deixará saudades? É verdade que hoje em dia temos uma ideia mais ou menos crítica sobre esse serviço, mas para milhões de utilizadores foi das primeiras possibilidades de terem a sua própria página. Uma espécie de Terravista internacional, no melhor e no pior.

Importa reflectir que se trata do fim de um ciclo e certamente daqui a uns anos teremos mais notícias semelhantes porque nada é eterno e o tempo e o desenvolvimento tecnológico não se compadecem com quem fica para trás ou quem não soube nem foi capaz de acompanhar o ritmo da caminhada. Quem será o próximo?

JP

 

Os jornais no ano 2000

 

Em 13 de Julho de 1961, portanto há mais de 48 anos, o “Foguetão”, uma publicação que se designava como o Semanário Juvenil para o ano 2000, já por si um conceito imaginativo, publicava no seu Nº 11 uma espécie de antevisão daquilo que seria um jornal no ano 2000, onde previa que os jornais coubessem na palma de uma mão, com estes a serem vendidos em forma de disco magnético. Para o efeito apresentava uma caixinha, “na forma de cigarreira”, tipo walhman, com 1 cm de espessura, mas com um ecrã, portanto com capacidade de reprodução de voz e imagem e com as diferentes rubricas do jornal referenciadas por uma banda de cores diferentes. Resumindo, uma espécie de leitor moderno de som e imagem.

Na altura não deixava de ser uma visão futurista, e com problemas que “certamente os cientistas resolveriam” mas que de certo modo está agora a concretizar-se. É claro que nunca adivinharam o aparecimento da Internet nem as consequentes edições online de milhares de jornais, revistas e livros, mas mesmo assim, não deixa de ser curiosa a abordagem se tivermos em conta o facto de isto ter sido imaginado escrito há quase meio século.

Pode ampliar a imagem para perceber melhor o esquema e sua descrição.

 

jornal do ano 2000

jornal do ano 2000 2

 

Anabela Pereira

Saramaguices

 

jose saramago saramago teknomatika

Ainda  a propósito da telenovela despoletada pelas considerações pouco abonatórias de José Saramago para com a Bíblia, o país vai ter hoje um debate entre o Prémio Nobel da Literatura e o Padre Carreira das Neves, teólogo e estudioso da Bíblia. Será na SIC e SIC Notícias, a partir das 21:30 horas.

"Saramago é um Gato Fedorento a brincar com a Bíblia", realçou Carreira das Neves, que falava à margem do colóquio "As artes da Bíblia", que decorreu em Lisboa.

Depois desta humorística mas infeliz apreciação de Carreira das Neves, tudo indica que vamos ter assim uma espécie de dois gatos pingados a esmiuçarem a Bíblia,  a ver quem desenrola melhor o seu novelo de malha.

Penso que não seria preciso chegar a tanto porque bem sabemos que no final do debate as coisas vão ficar como estão: Saramago a defender um chorrilho de apreciações ingénuas e provocadoras quanto à Bíblia, e Carreira das Neves a puxar pelos seus conhecimentos a defender o contrário. No final vão ficar todos emaranhados nos novelos que desfiarem. Quanto a vencedores, ganhará Saramago porque isso reflectir-se-á sempre nas vendas dos seus livros. É uma publicidade para a qual não gasta um centavo para além das eventuais corridas de taxi entre as estações das diversas televisões.

Entretanto, pelo meio, no grosso das declarações de quem defende Saramago, penso que se tem tentado desviar algumas ideias base da polémica. Esta resultou essencialmente das declarações de Saramago e não quanto à apreciação do livro “Cain”. Tanto o editor quanto Saramago, têm criticado quem critica sem ter lido o livro. Ora o que tem estado em discussão não é o livro mas sim as tais declarações provocatórias que foram proferidas em momentos diferentes. Pretendem assim “virar o bico ao prego”.

Achei também curiosa a defesa de Saramago quando o questionaram se continuava a ser português. Como se Portugal de um clube se tratasse, o escritor argumentou que tinha as “cotas” em dia do seu “camarote” que tinha na cidade. É claro que Saramago continua a ser um português legítimo, porque paga os seus impostos, mesmo que viva em Espanha e mesmo que por ele Portugal pudesse ser uma província espanhola a oeste de Badajoz. Quanto a isto nada a questionar. Se o Nobel paga as cotas tem direito a assistir aos jogos no seu camarote assim como tem direito de vir cá com a sua funda, tipo David, a acertar com o seixo nos tomates do gigante Golias da Igreja.

Como de costume, estou certo que os mais interessados pelo debate, e até por esta questão, serão aqueles que se assumem como ateus, descrentes ou agnósticos. São estados de respeitar, mas, como habitualmente, estes vão continuar preocupados por algo que proclamam não acreditar. A estes não lhes basta não acreditar mas sobretudo contrariar quem acredita. São assim uma espécie de missionários da descrença militante.

Por aqui, a não ser que se justifique, o assunto está encerrado. Saramago limitou-se a ser ele próprio, porque sabe que o que disse provoca polémica porque sabe quem pretendeu provocar. É verdade que usou do seu direito de liberdade de expressão mas também sabe que a mesma foi dirigida a uma comunidade de milhões de pessoas.

Manuel Alegre também veio defender Saramago. Gosto de Alegre e da sua obra e escrita, mas penso que não tem muita razão. Primeiro porque Saramago não precisa que o defendam já que provou que tem boas armas de arremesso; Quanto ao invocar que Saramago está a ser alvo de preconceitos esqueceu-se que tem sido o próprio Saramago a ser preconceituoso para com a Igreja em diferentes momentos. O episódio de que agora se fala é apenas mais um.

Alegre diz ainda que Portugal não perdoa a “grandeza e aqueles que distinguem”. Alegre esquece-se que essa “grandeza” é bonita e sublime mas que deve comportar um sentido de tolerância e respeito que Saramago não tem sabido ter. Admito a intolerância da Igreja em muitas questões, mas para a criticar e combater não se vai lá com episódios e lutas baseada nesse mesma intolerância.

Entretanto já consegui ler alguns parágrafos de “Cain”. Nada de mais, para além de ser uma leitura intragável sob um ponto de vista estrutural. Pareceu-me um leite-creme já azedado, excessivamente polvilhado de vírgulas sem sabor a canela. Aliás, as vírgulas estão para a escrita de Saramago como aqueles irritantes semáforos de controlo de velocidade nas nossas estradas nacionais. É uma escrita para ler em slow-motion sob pena de nada se perceber do que o homem de Lanzarate pretende dizer. 

JC

Saramago - O exercício da banalidade

 

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O que me espanta não é o ateísmo militante de Saramago, uma ateísmo que roça o proselitismo. É um direito seu exactamente igual ao dos crentes  militantes e proselitistas. O que me acaba sempre por desapontar é a banalidade dos ataques à religião, a incompreensão do fenómeno e das raízes racionais que estão presentes na ideia de Deus. Compreender a religião e a ideia de Deus não implica acreditar ou não nelas, mas tentar uma aproximação racional ao fenómeno religioso. O que está muito longe de acontecer com Saramago, como se prova por isto: «O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!» Isto está ao nível das crises religiosas da adolescência.

fonte: A ver o mundo

Concordo no geral com esta opinião.  Já o disse aqui, que não gosto particularmente da escrita de Saramago, embora reconheça a sua importância no contexto da literatura portuguesa. Todavia, Saramago é recorrente neste tipo de recalcamentos e confrontos com a religião e de modo especial contra a igreja católica. Mas, aparte o respeito que as suas opiniões merecem, parece que Saramago continua a precisar destes confrontos e da polémica que eles geram para o sucesso de grande parte dos seus livros. À falta de melhor, o exilado de Lanzarote pega em temas da religião, cometendo o mesmo pecado da tentação de inúmeros autores ligados às artes. A religião, pela importância intrínseca para milhões de pessoas, é sempre um tema forte e fácil de pegar. Saramago é assim uma espécie de Dan Brown no seu pior.

Saramago, na sua entrevista ao público, apresenta novamente um chorrilho de banalidades. É claro que a Bíblia tem a importância que tem e não é o facto de ser considerada sagrada ou de inspiração divina que molda a concepção de quem é religioso e vive a religião. A Bíblia, apesar do significado que comporta, é, porventura, a parte menos importante e significativa da religião, nomeadamente na católica, já que assenta sobretudo no novo testamento e nos ensinamentos baseados no amor e respeito ao próximo. Daí que se compreenda que Saramago diga que espera uma maior contestação por parte dos Judeus.

Por conseguinte, as questões e as dúvidas que Saramago lança, são legítimas mas banais e próprias de um puto adolescente confrontado com a chatice de ser obrigado a ir à missa. Eu tive essas dúvidas, ou até certezas, aos 14 ou 15 anos. Saramago expressou-as agora, quase aos 90 anos. Eu, porém, continuo a ter necessidade de uma religião e continuo a ter dúvidas e quanto mais dúvidas tenho mais necessidade sinto, mas essa é uma batalha minha, pessoal. A luta do José da Azinhaga é pessoal mas colectiva e militante ou não estivesse toda a sua obra impregnada desta sua ideologia e da visão ingénua que consegue vislumbrar na Bíblia. Não conseguiu compreender que os textos bíblicos reflectem apenas a crueldade do mundo e da luta constante do bem contra o mal. Considerá-la um manual de maus costumes é tão ligeiro como considerar a sua obra literatura de cordel.

Afinal a religião é isso mesmo, o acreditar no impossível, no inatingível e que implica uma fé que não se explica nem se compreende. Se a religião, qualquer uma delas, fosse assim, tão palpável, tão lógica e tão à medida das conclusões banais de Saramago, e se a Bíblia ou o Corão fossem uma espécie de Código Civil ou Código Penal, certamente que seria uma coisa demasiado terrena para ser considerada. A necessidade do Homem para com a espiritualidade, para com o divino e o transcendente, remonta aos primeiros períodos da sua História e sempre se expressou de diferentes formas e por diferentes caminhos.  É pois, uma necessidade ou uma dependência que acompanhará sempre os nossos dias. Mas, Saramago, mesmo próximo do final lógico dos seus dias, ainda não compreendeu isso e continua a insistir nas suas banalidades para com a religião como se esse fosse o seu grande combate. Saramago é assim uma espécie de adepto portista, carregado de troféus e êxitos mas com uma necessidade doentia de fazer desacreditar o Benfica e os seus adeptos, porque, no fundo, continua a temer a sua grandiosidade.

EU Bookshop Digital Library – 110 000 novos livros online

 

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A EU Bookshop Digital Library, que integra a Europeana, a livraria digital europeia, passa a dispor de mais de 110 mil novos títulos online.

O quê Proença?

 

Anda por aí uma tempestade acerca de uma reportagem que uma tal de Maitê Proença realizou em Portugal para o programa Saia Justa do canal brasileiro GNT. Pelo meio gerou-se uma enxurrada de comentários críticos ao sentido da reportagem e comentários aos comentários com extremismos à esquerda e à direita, envolvendo até alguns blogs de referência. Uma espécie de luta de mulheres com puxões de cabelo e sapato de tacão alto na mão. Tal qual uma luta entre o padeiro e o carvoeiro; No final ficam ambos enfarruscados.

A tal senhora, sufocada pelo imenso alarido e tamanha indignação, já veio pedir desculpas aos portugueses. A coisa deve ser séria.


A propósito: Quem é essa Maitê Proença? O real problema dos portugueses é dar importância a quem a não tem.

José Saramago – 11 anos de Nobel

 

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Completam-se hoje 11 anos após a distinção de José Saramago com o Prémio Nobel da Literatura (8 de Outubro de 1998).

É verdade que não sou apreciador e consumidor da escrita de Saramago, por isso preferia que fosse António Lobo Antunes o eleito. Todavia, é justo que se faça a lembrança da data. Afinal, a distinção foi para Saramago, é certo, mas sobretudo para a Literatura portuguesa.

Vulnerabilidades asfixiantes

 

vulnerabilidades teknomatika

Depois de tanta asfixia, parece que agora o país está metido num poço de vulnerabilidades. Cavaco Silva chamou alguém para analisar a saúde do seu computador pessoal e o prognóstico aponta para vulnerabilidades.

Estas vulnerabilidades são de facto preocupantes, mas há outras vulnerabilidades bem mais merecedoras de preocupações no nosso Portugal: A vulnerabilidade do desemprego, da Saúde, da Educação, da Segurança Social e de muitas outras coisas.

Essas são de facto as vulnerabilidades do país real. As outras, alguém, que será muito bem pago, acabará por arranjar umas engenharias técnicas para impedir que alguém possa ver as eventuais gajas nuas que Cavaco possa querer esconder da Maria, ou espreitar a conta bancária do Sócrates, ou desvendar os segredos de justiça do processo Casa Pia, na Procuradoria Geral da República ou nos Tribunais. Possivelmente, o presidente até será recomendado a usar um sistema Linux ou um método de encriptação.

Quanto às reais vulnerabilidades dos portugueses, essas  não foram resolvidas por um bando de políticos (in)competentes durante quatro anos e certamente que não chegarão outros tantos para as solucionar. Não há, pois, anti-vírus ou firewall que seja capaz de nos proteger, pelo que vamos mesmo continuar a padecer desta nossa vulnerabilidade crónica.

Legislativas 2009 – Uma vez mais ganharam todos

 

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Depois de um dia e noite eleitorais, que felizmente ignorei, já a frio, é possível ver resultados finais, comentários e análises. Desde logo, e como habitualmente, uma das pitorescas características das nossas eleições, é de que, no final e feitas as contas, todos vêm a terreiro reclamar vitórias e objectivos conseguidos. Bem, na realidade o PSD parece que foi o único derrotado e o único a admitir o KO. Relativamente a 2005, ter perdido menos de 10 mil votantes e 3 deputados, para além de não destronar o PS, traduziu-se, de facto numa derrota assumida.

Já as restantes forças ganharam. Desde logo os socialistas que, mesmo perdendo a maioria, 25 deputados e quase meio milhão de votos, mesmo assim não se coibiram de reclamar uma vitória extraordinária, a exemplo de algumas equipas de futebol orgulhosas por perderem por poucos. Já o Bloco de Esquerda também ganhou, foi notório, mesmo que tenha perdido o almejado terceiro lugar para o inimigo de estimação. O CDS-PP também ganhou, votos, mandatos e o lugar no pelotão da frente. A CDU ganhou igualmente, mais um deputado e mais um niquinho de votos apesar de ter passado da terceira para a quinta força política.

Perante este cenário de gente tão satisfeita, ainda me questiono, e certamente muitos portugueses, porque é que os partidos se dão ao trabalho de fazerem campanhas, gastando fortunas. No final, como os Casinos, são sempre os vencedores pelo que já não vale a pena fazermos apostas, trocar cartas ou mudar de cavalo.

Quanto aos abstencionistas, muito próximos da maioria, é verdade que não ganharam nada mas, pelos vistos, também não perderam.

Haja paciência!

As praxes académicas, coisas de grunhos armados ao pingarelho

 

Estamos já em pleno tempo do início das aulas nos diversos estabelecimentos escolares deste país, nomeadamente nas Universdades. Nestas são milhares de estudantes que pela primeira vez (os caloiros) vão entrar nesta importante etapa chamada Ensino Superior, supostamente a última antes da entrada no mundo do trabalho. Sabemos que a realidade é bem diferente e a um grande número destes estudantes, quando daqui a meia-dúzia de anos estiverem licenciados, espera-os um mercado de trabalho repleto de desemprego e precaridade onde, de certeza absoluta, não vão encontrar saídas na sua área, na medida do seu (dos pais) investimento académico. Com um pouco de sorte serão encaixados como caixas de supermercados ou a fazer uns biscates temporários em funções menores. É esta a realidade do nosso Ensino Superior: Alimentar um desemprego qualificado.


Com o arranque das aulas para milhares de caloiros, começa também uma das coisas mais estúpidas e sem sentido que é a treta das praxes, um conjunto de procedimentos onde algumas equipas de grunhos armados ao pingarelho usam e abusam de supostas tradições académicas para, igualmente usarem e abusarem de pessoas, física e psicologicamente. Não se compreende que um Governo dito progressista, que legitima o aborto e pretende legitimar o casamento homossexual, ainda não tenha tido a coragem de erradicar de vez com estes procedimentos inquisitórios perpretados por grupos de grunhos e marginais. Estes praxantes na generalidade são pessoas que fazem da sua permanência nas Universidades um modo de vida prolongado e alimentado por papás endinheirados, metidos nos copos, com baixas notas e uma carrada de cadeiras por completar. São, regra geral, gente sem escrúpulos que teima em fazer a vida negra a quem pretende iniciar uma nova vida, já por si cheia de dificuldades. Por sua vez, as associações de estudantes quase sempre dominadas por grupinhos de interesses e preocupadas em meter a mão à massa dos caloiros, que arrebanham logo no dia das matrículas,  pactuam indiferentes com estas merdas, sem oferecer aos caloiros qualquer protecção.


Veja-se os últimos casos de puro abuso e humilhação de alguns estudantes, que chegaram já aos tribunais, merecendo até condenação. É certo que algumas reitorias, depois da carta ameaçadora do ministro Mariano Gago, em 2008, têm já tomado medidas para impedir certos abusos mas estes quase sempre continuam, se não nas instalações das faculdades, nas imediações.

O Governo e a sociedade em geral deveriam repudiar e terminar com estas palermices, com contornos de criminalidade, que por vezes levam a consequências dramáticas como depressões que põem em risco o percurso e sucesso escolar.
Dizem que essas merdas, esses procedimentos iniciáticos servem, afinal, para ajudar a integração dos caloiros Tretas. Se os querem ajudar nesse sentido e contexto, que comecem por os respeitar.

As praxes deveriam assim ser apenas baseadas no respeito e na entreajuda e partilha de conhecimentos e experiências e nunca em procedimentos humilhatórios,  desprestigiantes e lesivos,  próprios de anormais e deficientes, porque se há alunos mais fortes e que alinham nessas “brincadeiras” ou anormalidades, outros há que não aguentam tais pressões, indo-se abaixo, refugiando-se em choro e depressões, ficando desde logo traumatizados numa etapa de vida que deveria ser fundamental para o resto do crescimento e amadurecimento mas de forma saudável.

As próprias universidades, para além de meros despachos, que por vezes só servem para lhes limpar o cu, deveriam fazer valer o cumprimento das regras da anti-praxe e ela própria proteger quem se declara anti-praxe, não permitindo qualquer tipo de marginalização e ostracismo que conduzam a uma perda ou diminuição dos direitos plenos de estudantes, caloiros ou não. Quanto aos grunhos deveriam ser entregues à justiça e expulsos da Universidade.

…Porque importa não esquecer

 

11setembro atentado torres gemeas 

11 de Setembro de 2001 

11 de Setembro de 2002

11 de Setembro de 2003

11 de Setembro de 2004

11 de Setembro de 2005

11 de Setembro de 2006

11 de Setembro de 2007

11 de Setembro de 2008

11 de Setembro de 2009

 

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(para ampliar clicar na imagem)

A porcaria do jogo na Hungria

 

…onde o melhor do mundo não passou de um vulgar jogador dos Distritais, mesmo sem ser pedreiro ou trolha.

cristiano ronaldo CRISTIANO RONALDO

A selecção de futebol luso-brasileira lá conseguiu os tão almejados 3 pontinhos que, depois do insucesso na Dinamarca, no Sábado passado, ainda lhe permitem sonhar esperançosamente na presença no Mundial de 2010, na África do Sul, dependendo, contudo, da prestação ou contributo de terceiros, ou seja, precisa dos ovos que estão no cú de outras galinhas.


Como tem sido característica nesta campanha de qualificação, Portugal voltou a afinar pela irregularidade, fazendo um jogo fraquinho, fraquinho, a lembrar um jogo de casados contra solteiros no campo pelado do bairro. É certo que a Hungria não fez melhor e, salvo nos minutos finais, nunca foi capaz de assustar a baliza à guarda do Eduardo. Seja como for, acabamos o jogo com os tremeliques e a defender de qualquer maneira. Quem assistiu ao jogo, como eu, deve ter compreendido o ridículo das palavras de Queiróz quando prognosticou que quem fosse sensível às emoções do jogo não deveria assitir ao mesmo. De facto, eu ía tendo um ataque de coração e de nervos não pelas tais emoções fortes, que se não viram mas sim pela aselhice dos portugueses, brasileiros e húngaros, e por um jogo de qualidade ao nível do que pior se vê nos Distritais, com a agravante dos que por aqui andam pedreiros, trolhas e jardineiros e não um lote dos melhores jogadores do mundo.


Para além de tudo, do jogo ficou-me uma triste imagem de Ronaldo, com o estatuto de melhor do mundo, mas feito minhoca,  não conseguindo articular uma jogada ou fazer uma finta de jeito. Na melhor oportunidade do jogo, portou-se como um bébé a dar o doce ao Bobi. Fora isso, mostrou-se um miúdo afectado pelos assobios, vulgar, rezingão, sempre com cara de chateado pelo facto dos húngaros não lhe permitirem veleidades. Ele bem tentou ensaiar umas tesouradas mas a coisa não lhe saía. Apesar disso, apesar de um jogo no qual passou ao lado, o Queiróz não teve coragem nem lampejo de o tirar de jogo, como se costuma fazer aos nabos e aselhas. Entendeu ele que o 1-0, conseguido inesperadamente muito cedo, servia tão grandes aspirações pelo que preferiu mecher na equipa apenas quando a isso foi obrigado (lesão de Deco).

Quanto à tão debatida questão da entrada de início do brasileiro “levezinho” Liedson, penso que nem se deu pela sua passagem pelo jogo, amarrado nas torres centrais dos magiares. Pelo menos teve o condão de amainar a opinião de quem criticou o Queiróz pelo facto de o não fazer entrar de início no jogo com os nórdicos.


Outra coisa que não copmpreendo, o facto de Ronaldo ser o capitão. Qual é o critério? Ser o melhor do mundo? Ser o mais bem pago da selecção luso brasileira? Sempre pensei que o capitão tinha que ser um dos elementos mais velhos do grupo e que se destacassem pela sua responsabilidade, sentido de equipa, exemplo de diálogo e cordialidade. Ora Ronaldo é tudo menos isso. Ronaldo é capitão porque o seu estatuto do melhor do mundo, que em breve perderá, mete um medo do caraças a Queiróz e a Madaíl, com este a não ter vergonha de prometer, como incentivo extra, aumentar o prémio a quem já ganha milhões de sobra.

Estou certo que depois desta triste campanha, que não vai dar em nada (espero que me engane) Queiróz (como fez na derradeira derrota para o Mundial de 94) vai ter novamente que invocar a necessidade de limpeza da porcaria  da Federação, mas com a diferença de que desta vez, para além das cagadas do Madaíl vai ter que limpar as suas próprias cagadas e lavar-se de um discurso sempre baseado na certeza de que iría estar no Mundial de 2010. Sempre pode ir-se embora com uma boa indemnização antes da entrada em vigor da tributação dos 42% de IRS que o Governo quer cobrar.

Oxalá que a selecção Luso Brasileira consiga o milagre, mas parece-me que não. A acontecer, verdade se diga, terá sido Carlos Queiróz o único a fazer ver que acreditava.

A quem interessa a publicidade? A mim não!

 

icap a quem interessa a publicidade

“ICAP, trabalhamos por uma publicidade responsável” é a mensagem da campanha de publicidade do ICAP que teve início no passado dia 22 de Junho e que irá ser veiculada, numa primeira fase, nos meses de Julho, Agosto e Setembro.

A estratégia e a criatividade da campanha foram desenvolvidas pela TBWA Espanha para a AUTOCONTROL, entidade espanhola congénere do ICAP, sendo que a adaptação para Portugal ficou a cargo da TBWA Portugal.

fonte: ICAP

Esta campanha publicitária anda a passar na nossa televisão e coloca a todos uma grande questão: A quem interessa a publicidade?
Parece que nos querem fazer responder que interessa a todos. Todavia, o máximo que conseguem é um “Ide à merda!.
Esta questão soa-me a perguntas de adolescentes no consultório da revista Maria, do género: "fiz sexo oral, será que estou grávida?", ou então "apaixonei-me pela avõ da minha namorada". O que hei-de fazer? Sinceramente. Isto é pergunta que se faça? Melhor do que lançar essa espalhatafosa campanha, seria ir para a rua e fazer a pergunta directa e objectivamente. Os resultados seriam concretos e não abstractos.


Estes senhores querem-nos fazer crer que estão atentos aos exageros criativos dos nossos publicitários e que sempre que estes passam das medidas usam o "lápis azul" à boa maneira de antigamente.  Num país do vale tudo e onde ninguém teme a justiça, seria interessante saber quais as consequências efectivas da tal auto-disciplina do ICAP.  Depois, este conceito do “AUTO”, cheira-me a esforço inglório de alguém demasiado tímido para dar uma queca e que assim se AUTO-satisfaz masturbando-se.

Respondendo por mim, a actual publicidade, principalmente a que passa na televisão não interessa merda nenhuma. Por outras palavras, estou-me cagando para a maioria da publicidade que encharca as nossas televisões, incluindo o spot do ICAP.

A publicidade actual parece ser idealizada por idiotas porque se deduz que os produtos são dirigidos a idiotas. A publicidade actual, salvo poucos bons exemplos,  é um autêntico atestado de menoridade aos consumidores.
Este próprio spot do ICAP é por si só um bom exemplo de uma má publicidade, repleta de um discurso AUTO-moralizador, fora de prazo e com um conceito muito mal conseguido. Quando vejo aqueles enormes outdoors plantados nas bermas das nossas estradas e nas entradas das nossas cidades e vilas, encontro imediatamente a resposta à tão sublime questão: A quem interessa a publicidade? Seguramente a ninguém, principalmente quado se traduz em lixo e em poluição sonora e visual. A melhor publicidade, a que efectivamente interessa aos consumidores é aquela objectiva, discreta, curta e eficaz. Já agora, honesta. Já agora em doses curtas  porque, ainda num destes dias, creio que na SIC, no intervalo de um filmezeco num Domingo à tarde, passou um espaço publicitário de, seguramente, 20 minutos, e  que interrompeu o filme precisamente numa das cenas cruciais.

Por tudo isto, agora pergunto eu: A quem interessa de facto esta publicidade bem como da forma em que é exibida? Tenho a certeza que interessa ao ICAP, pois, pela sua natureza, devem ser especialistas a AUTO-consumir publicidade incluindo as Tele-Vendas pela madrugada fora e os anúncios do Relax nos jornais. Cada um que responda por si mas, por mim, volto a dizer que interessa um caralho.

A febre dos motociclos 125 cm3

 

Os condutores maiores de 25 anos que sejam portadores de uma carta para condução de veículos ligeiros podem a partir de agora conduzir motociclos com cilindrada até 125 cm cúbicos sem necessidade de carta específica para a categoria A1, como acontecia até agora.
Esta importante alteração do código da estrada, resulta da Lei 78/2009, que  entrou em vigor na última sexta-feira e com ela pretende-se uma melhor mobilidade nos ambientes citadinos com os consequentes ganhos ambientais resultantes do menor gasto de combustível e menor emissão de gases. Muitos utilizadores, com esta alternativa, ganham também na carteira.
Os condutores com menos de 25 anos terão, todavia, que realizar previamente um exame prático ou de perícia, em princípio junto do Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres mas será uma situação a definir.

De acordo com as notícias, esta situação tem gerado uma forte procura de motociclos de 125 cm3 levando à ruptura dos stocks das diversas lojas. No meio de tudo isto, ficam descontentes as escolas de condução.

É também previsível que a partir de agora tenhamos mais motards ou motoqueiros (nunca percebi a diferença) a ultrapassarem-nos pela direita e a enfiarem-se espertalhões por entre as bichas ou a colocarem-se na frente junto aos semáforos.

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