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Samsung Galaxy com flip

 

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Será uma má notícia para os vendedores de capas e protectores de acrã?

….parece que a Samsung pretende lançar o primeiro celular da família Galaxy com flip, sendo que o futuro aparelho deve se encaixar no segmento de smartphones médios. De acordo com fontes internacionais, o celular vai contar com uma tela sensível ao toque e um teclado numérico físico, de modo que você possa utilizar o aparelho da maneira que preferir.

Fonte e resto da notícia

Jogos para xixi – Quando o pénis é o joystick

 

 

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A empresa britânica Captive Media instalou videogames em um banheiro masculino de Londres para serem jogados de maneira bem inusitada. Os jogos são controlados pelo xixi – ou seja, o jogador pode direcionar os personagens virtuais para esquerda e para direita conforme ele urina.

Para que o jogo funcione corretamente foram instalados sensores nos mictórios, que respondem ao receberem contato com a urina.

Fonte e resto da notícia: Link

Em casa de ferreiro, espeto de pau

 

Os banners do 12º Fórum Internacional do Software Livre, que acontece em Porto Alegre em julho, foram criados usando Adobe.

A opção por usar uma ferramenta de código fechado causou polêmica na Internet, onde o link com  um printscreen da identificação arquivo está sendo repassado com a hashtag #fail.

 

>fonte e resto do artigo<

Então, tchau…. (Nem Mourinho faria melhor)

 

Cães amestrados

Triste e dormente vai um país em que um filho de uma puta sifilítica que trabalha para uma estação de televisão pejada de filhos da puta faz, no final de um jogo transmitido por esse bordel cheio de ratazanas que é a TVI, uma flash interview ao treinador do maior e mais digno clube português em termos ofensivos e acaba a noite com os dentes todos e com a capacidade de se locomover por meios próprios. É só isto.

Adenda

Nem de propósito, uma das prostitutas de maior saída no bordel, aquela ovelha do Luís Sobral, já veio vender escancarar as pernas outra vez no MaisFutebol, outro dos prostíbulos do Grupo, e defender a outra puta (que dá pelo nome artístico de Hugo Cadete). Pelo menos é gente com sentido corporativo.

[ fonte ]

 

De facto, honra lhes seja feita, passe a contundência D´Arcyana, há pessoas que têm o dom e a capacidade de responder “à altura” das “situações”, de forma “curta e grossa”, resumindo de modo objectivo o que a muitos daria para uma detalhada tese de mestrado ou doutoramento com mais ou menos caralhadas politicamente correctas.

Neste caso, não se trata ninguém por doutor, mas as coisas são postas a nú e descobertas as carecas de um certo jornalismo de “faz de conta” onde ardinas e moços de recados fazem fretes disfarçados de jornalistas no uso de uma prepotênciazinha inquisitória do “aqui quem faz as perguntas sou eu” que se esfuma como uma frágil bola de sabão com um sopro na forma de “…Então tachu!”

Nem Mourinho faria melhor.

 

- Rui Santos Sá

VI Festival Internacional de BD de Beja

 

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Está já a decorrer o VI Festival Internacional de BD de Beja, de 29 de Maio a 13 de Junho, com um programa recheado de pontos de interesse, desde espectáculos, exposições, palestras, desenho ao vivo e sessões de autógrafos. As novidades são muitas.

Um dos mais ilustres convidados para este importante certame, que de ano para ano se tem imposto no panorama da BD, é o belga Hermann Hupen, autor de séries populares como Comanche ou Jeremiah.

O italiano Fabio Civitelli, um dos melhores desenhadores actuais de Tex Willer, o emblemático herói cowboy da casa Bonelli, também é um dos autores presentes e merecedor da atenção da grande legião de fãs texianos existentes em Portugal.

 

- Adriano Fonseca

31 de Maio é "dia de desistir do Facebook”

 

 

O Facebook tem mexido tanto com as definições de privacidade dos seus utilizadores que há já um movimento para abandonar esta rede social em massa no dia 31 deste mês. À espera de atingir os 400 milhões de utilizadores em Junho, esta rede social tem tido uma política tão cega relativamente aos dados dos seus utilizadores que pode ser fortemente penalizada, assistindo-se aqui e ali algumas desistências pelo caminho.

[link]

Há coisas que pela sua natureza estão condenadas ao fracasso. Esta é seguramente uma delas. Vale o que vale, ou seja, nada. Teria, porventura, mais êxito uma iniciativa que apelasse à desistência mas como resultado de uma consideração prática e objectiva de que o Facebook é apenas uma inutilidade como muitas outras, e da qual, 99,99% não tira dela qualquer proveito.

 

- Valter Mourato

Cupidtino – É um desatino!

 

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Está anunciado para Junho, o Cupidtino, sítio de encontro dos fans da Apple. Para aqueles que teimam em dizer que a Apple é apenas uma moda, então aí está mais uma motivo para “desatinarem”. O espaço promete que os utilizadores Apple, para além das máquinas que os unem, mostrem mais pontos de interesse, ideias e personalidades.

Ok! Pode ser elitista, mas pronto, é Apple e afinal muitos Applers primam sobretudo pela diferença. Gostos…e estes não se discutem.

Cupidtino is a beautiful new dating site created for fans of Apple products by fans of Apple products! Why? Diehard Mac & Apple fans often have a lot in common – personalities, creative professions, a similar sense of style and aesthetics, taste, and of course a love for technology. We believe these are enough reasons for two people to meet and fall in love, and so we created the first Mac-inspired dating site to help you find other Machearts around you.
Cupidtino will launch in June 2010 exclusively on Apple platforms – Safari, iPhone and iPad apps. It’s time to share the love.

 

- Anabela Pereira

Encontrada a Arca de Noé?

 

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A se confirmar, será talvez a maior descoberta da arqueologia em todos os tempos. Pesquisadores chineses e turcos dizem ter encontrado os restos da bíblica Arca de Noé no Monte Arat, situado no leste da Turquia.

fonte e resto do artigo: link

Nem sempre o que parece é….

 

 

O jornal "Correio da Manhã", na sua edição de Domingo, 28 de Março, "O membro do Conselho de Justiça (CJ) da FPF responsável pelo acórdão que ditou redução dos castigos a Hulk (de quatro meses para três jogos) e Sapunaru (de seis meses para quatro jogos), Dionísio Alves Correia, confidenciou em Coimbra, a pessoas ligadas ao futebol, que iria confirmar na íntegra a decisão da Comissão Disciplinar (CD) da Liga”.


Ainda segundo o mesmo diário "...o também vice-presidente do CJ afirmou que não havia qualquer hipótese de entender os stewards fora da categoria dos "intervenientes no jogo com acesso ao recinto desportivo" – designação utilizada pelo Regulamento Disciplinar da Liga – e, portanto, a tese de que poderiam ser equiparados a espectadores – apresentada pelo FC Porto no recurso – não era compreensível".

Ou seja: Nem sempre o que parece é; De uma decisão polémica mas supostamente arrebatadora relativamente à interpretação do CD da Liga, afinal parece que a coisa esteve longe de reunir consenso e só um pacto existente no CJ ( onde todas as decisões importantes têm de ter o apoio de todos os conselheiros), produziu um acórdão com ares de unanimidade de génese.

Ao contrário do que muitos pensam, esta decisão só veio provar que as diferentes decisões disciplinares e jurídicas do nosso futebol, mais do que cinjidas a regulamentos e  a decisões independentes, acaba por ser moldada pelos jogos de interesse e influências clubísticas e outras eventualmente mais obscuras. Assim, faz sentido que alguns membros do CJ sejam vistos com frequência de cachecol azul na tribuna presidencial do FC do Porto. Afinal para que servem os amigos?

Outro apontamento: Em todo este tempo que decorreu sobre o caso do túnel na Luz, em todas as declarações à volta da legitimidade ou da justição ou não do castigo aplicado aos dois karatecas do FC Porto, Hulk e Sapunaru, nunca em momento algum vi alguém do lado do dragão a  criticar o aspecto criminoso e reprovável da agressão consumada pelos dois jogadores. É claro que isso não surpreende ou não fosse disso que a casa gasta já desde o tempo do guarda Abel.

É assim o nosso futebol onde ninguém é inocente, mas onde uns são mais espertalhaços do que os outros. É claro que em Inglaterra uma agressão a um elemento do público, que nem era steward, o famoso Cantona apanhou pela medida grande e não houve CJ que lhe valesse nem o o próprio clube o encobriu ou desculpabilizou, mas isso foi num país do terceiro mundo. Por cá as coisas são muito nossas, muito mais evoluidas e o castigo de Fernando Mendes, um ex-dragão, pela agressão a um bombeiro, num Estrela da Amadora – F.C. do Porto,  também é coisa do passado e parece que não fez jurisprudência.

Futebolismos lusitanos que vêm ao de cima quando alguém ameaça agitar uma certa predominância como um grão de areia na engrenagem que girava em velocidade cruzeiro.

 

- Rui Santos Sá

O azar de Flavia Zoccari

 

O azar bateu à porta (traseira) da nadadora italiana Flavia Zoccari. O sofisticado fato não resistiu abrindo junto ao traseiro da atleta, que tapando o que podia com a mão, com a outra limpava as lágrimas de infortúnio. Acabou por ser desclassificada.
Conclusão: Na actual web, um acidentezinho ou um pedinho, são elevados a uma grandeza indiscritível e em pouco tempo ecoam estrondosos à escala planetária.

A notícia.

- José Castro

Qual o preço da beleza artificial?

 

O que é que pode levar alguém com 38 anos, já considerada uma beleza, que até ganhou o título de Miss Argentina em 1994, modelo famosa, mãe de gémeos, bem casada, submeter-se a uma operação estética para aumentar o traseiro?
É claro que se a coisa não tivesse dado em morte trágica devido a uma embolia pulmonar decorrente das complicações operatórias, esta não passaria de uma pergunta inócua de acordo com os padrões actuais que banalizam as operações estéticas  especialmente nas mulheres.
Mas impõe-se que se deixe a questão: Qual o preço da beleza artificial? Em nome do quê?

- A notícia.

 

- Valter Mourato

Segunda-feira socratiana

 

Numa segunda-feira (a)típica, depois do Benfica ter sido apeado da Taça de Portugal e da montanha de Pinto Monteiro ter parido ratinhos quanto ao assunto das escutas, e Francisco Assis na refrega ter vindo com a teoria da vitimização, quando se esperava que no conceito de “quem não deve não teme” viesse revelar que as escutas iriam ser divulgadas em primeira mão na TVI pela Manuela Moura Guedes readmitida, fica aqui uma piada de email para animar. Não é lá grande coisa mas para uma segunda-feira assim, não está nada mal.

«O PORQUÊ DO  GOVERNO DE SÓCRATES SER IGUAL À CAMISA DE  VÉNUS»

A  explicação:

A  camisa de Vénus permite inflação, impede a produção, destrói a
próxima geração,  protege uma cambada de caralhos e ainda  transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade,   alguém  está a foder alguém!

 

- Rui Santos Sá

Coisas “comezinhas”

 

Tópicos do dia-a-dia:

Ladrão romeno entalado em janela ficou com o rabo de fora - Para além do ridículo merecia uma boa enrabadela (ou se calhar nem a isso escapou). Felizmente, para ele, Portugal é um país das bananas e apesar do flagrante já está cá fora pronto para mais do mesmo.

Portugal apura-se para o Mundial de Futebol 2010 – Finalmente. O nosso futebol sempre se livrou da “porcaria” e logo numa jornada um pouco badalhoca, com recepção de terror, “profanação” ao nosso Hino, e tudo o mais que se possa esperar de um país do terceiro mundo com o beneplácito da FIFA. Quem devia apanhar com a moeda na testa era o Sr. Joseph Blatter .

França apura-se para o Mundial de Futebol 2010 - Com uma mãozinha de Deus ou do Diabo que todo o mundo viu mas que a França, míope, nega. A mãozinha de Abel Xavier em 2000 viram eles bem. Platini deve ter ficado aliviado.

Humberto Coelho despedido da selecção de futebol da Tunísia: UM pouco mais cedo e vinha a tempo de substituir Paulo Bento no Sporting.

Armando Vara jura inocência - Também acredito. O homem ainda vai ser elevado à categoria de mártir e recompensado com a administração de outra mina de ouro.

Escutas a Sócrates e Vara mandadas destruir - Onde é que está velha máxima de que "quem não deve não teme" ?

Mário Soares considera que o que tem vindo a público sobre o "Face Oculta" não passa de uma coisa "comezinha" - Realmente, como diria António Manuel Pina, em coluna do Jornal de Notícias de 17 de Novembro: "É difícil, pois, não estar de acordo com Mário Soares. Um assunto que envolva, como o presente caso, corrupção, tráfico de influências, manipulação de concursos públicos envolvendo trocas de dinheiro e de favores entre gestores de nomeação política e empresários "amigos", e até alegações, sustentadas no despacho de um juiz, de crime de atentado ao Estado de Direito, tornou-se de facto hoje, em Portugal, coisa politicamente "comezinha", "trivial" e "vulgar".

 

- Marco Dias

Saltos à vara ou assaltos na cara?

 

 

 

Miguel Sousa Tavares sobre Armando Vara:

 

…Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime.

…Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!

 

fonte e totalidade do artigo: Expresso

Conclusão: Interessante artigo. Apesar de ser já de Janeiro passado, ganha um novo contexto com o caso “Face Oculta”. Por outro lado, estas cenas dos vencimentos dos administradores nos Bancos, não serão propriamente saltos à vara mas assaltos na cara, dos portugueses, claro. Mas como bons portugueses que somos, assaltam-nos numa face e damos humildemente a outra.

 

- Rui Santos Sá

Erica Fontes – A arte de abrir



Erica Fontes, de 18 anos, poderia estar a entrar para a faculdade mas optou por ser actriz pornográfica e o seu primeiro filme vai estrear amanhã no Salão Erótico de Lisboa. A lisboeta assume o objectivo de mudar mentalidades: "Sei que a carreira que escolhi não é bem vista mas estou aqui a falar consigo para tentar mudar as coisas, abrir a mente dos portugueses e fazer o nosso País avançar na indústria do entretenimento para adultos", afirma, acrescentando: "Estou a fazer o que gosto, de livre vontade e não ligo ao que os outros pensam, se não o País não avança. O corpo é meu".
Fonte e resto do artigo: link

Cá está, uma ideia que poderá ser uma boa solução para o desemprego de muitas portuguesas (de mentes e pernas abertas). Pode ser uma questão polémica para a nossa sociedade, mas certamente merecerá o apoio do Bloco de Esquerda.

A ter em conta as palavras da Erica, é com estas atitudes que o país avançará. Será também uma forma de “abrir as mentes”. Já agora, Erica, não te esqueças, será também uma forma de abrir as braguilhas o que poderá incrementar as empresas de fabricantes de fechos eclair.
Numa altura em que o país está mais do que endividado (e dizem que cresce ao ritmo de 2 milhões por dia), está na hora de ser dar o corpo ao manifesto. A Erica sabe como, e não se escusará a fazer umas demonstrações. Bastará “ler” o seu diário.
Força, Erica! Mostra como é que se trabalha em prol do progresso e do crescimento da economia.
Adoro estas lições da Erica quanto à forma de abrir e fazer crescer as coisas. Vou abrir os cordões à bolsa e comprar o DVD, como contributo a quem trabalha pondo ao corpo ao serviço da nação.

José Castro.

Já não há dirigentes como antigamente

 

 

…E eu a pensar, na minha santa ignorância, que o Pinto da Costa ainda era um daqueles dirigentes à antiga, com amor à camisola, a ter que suportar dos seus parcos rendimentos os custos da gasolina e do telefone. Pois é….devo estar a fazer confusão com o presidente do clube da minha terrinha, que para além desses prejuízos, ainda tem que marcar o campo em vésperas de jogos, ir à lenha para a bailarina do aquecimento da água dos balneários e estar no bar, no intervalo dos jogos a servir cervejolas e couratos. Bons tempos…

 

AA

Os pescadores de polémicas

 

vintem cretino manuel machado jorge jesus

Ontem o Benfica lá despachou mais uma equipa com uma cabazada (6-1). Desta feita foi o Nacional da Madeira, que até tinha o hábito de ser a “besta negra dos encarnados” e, diga-se, é uma das poucas boas equipas do nosso futebol maior.

Mais do que o resultado e o que ele possa ou não significar, não posso deixar de comentar a postura de alguns jornalistas neste tipo de eventos. Falo em concreto nas entrevistas aos técnicos logo no final do jogo, no flash-interview obrigatório da Sport TV: Não sei quem é o tipo, o jornalista, mas de tanto insistir em situações “colaterais”, como as designou Manuel machado, treinador dos madeirenses, lá conseguiu arrancar-lhe mais um “tesourinho” que vai servir para alimentar a imprensa e a polémica em torno dos dois técnicos. "Para mim um vintém é vintém e um cretino é um cretino. Por muito que a gente pinte de amarelo, de vermelho, de azul para encher jornais. Há coisas que não mudam. São valores absolutos, valores profissionais." Lá deixou Manuel Machado, no anzol bem armado.

O mesmo jornalista, com Jorge Jesus, voltou a lançar a cana-de-pesca mas Jesus foi mais incisivo e afrontou mesmo o jornalista quanto ao que ele estava a ali a fazer, se para falar de futebol ou se para falar de confrontos pessoais. O pescador à espera de uma gorda sardinha e deu de caras com a boca aberta de um tubarão capaz de engolir o anzol e o pescador. Optou e bem pela retirada. Antes, porém, lá foi dizendo que "Não jogámos em túneis, jogámos no campo. O jogo teve noventa e poucos minutos e na segunda parte fizemos quatro golos. No campo é que ganhámos"

Já o sabíamos, temos em Portugal uma exímia classe de jornalistas pescadores que sujeitam-se às agruras das marés para pescarias que darão boas “postas” de polémica, mas vazias na substância.

Ainda há dias, o jornal “O Jogo”, uma espécie de voz-do-dono, fez uma capa exuberante, exclamando com letras garrafais, a propósito de declarações “pescadas” ao defesa-direito do FC do Porto, o uruguaio Fucille, “ELE IGNORA O BENFICA”. É claro que o Fucile tem todo o direito de ignorar o Benfica como tem o direito de alvitrar que o FC Porto é neste momento a equipa que melhor futebol joga. O jogo deste Domingo com a Académica, veio dar-lhe mais razão. Fucile é assim uma espécie de “burro” de Penafiel que com as palas que lhe põem ao lado dos olhos só consegue ver para a frente.  Aparte os problemas de miopia de Fucile, importa salientar os tais métodos dos nossos jornalistas/pescadores, que forçam as perguntas, forçam as respostas e depois fazem delas os títulos e as polémicas. Não admira pois, que tanto na TV como nos jornais diários, sejamos constantemente prendados com os resultados destas sublimes pescarias. É o que temos!

José Castro

Saramaguices

 

jose saramago saramago teknomatika

Ainda  a propósito da telenovela despoletada pelas considerações pouco abonatórias de José Saramago para com a Bíblia, o país vai ter hoje um debate entre o Prémio Nobel da Literatura e o Padre Carreira das Neves, teólogo e estudioso da Bíblia. Será na SIC e SIC Notícias, a partir das 21:30 horas.

"Saramago é um Gato Fedorento a brincar com a Bíblia", realçou Carreira das Neves, que falava à margem do colóquio "As artes da Bíblia", que decorreu em Lisboa.

Depois desta humorística mas infeliz apreciação de Carreira das Neves, tudo indica que vamos ter assim uma espécie de dois gatos pingados a esmiuçarem a Bíblia,  a ver quem desenrola melhor o seu novelo de malha.

Penso que não seria preciso chegar a tanto porque bem sabemos que no final do debate as coisas vão ficar como estão: Saramago a defender um chorrilho de apreciações ingénuas e provocadoras quanto à Bíblia, e Carreira das Neves a puxar pelos seus conhecimentos a defender o contrário. No final vão ficar todos emaranhados nos novelos que desfiarem. Quanto a vencedores, ganhará Saramago porque isso reflectir-se-á sempre nas vendas dos seus livros. É uma publicidade para a qual não gasta um centavo para além das eventuais corridas de taxi entre as estações das diversas televisões.

Entretanto, pelo meio, no grosso das declarações de quem defende Saramago, penso que se tem tentado desviar algumas ideias base da polémica. Esta resultou essencialmente das declarações de Saramago e não quanto à apreciação do livro “Cain”. Tanto o editor quanto Saramago, têm criticado quem critica sem ter lido o livro. Ora o que tem estado em discussão não é o livro mas sim as tais declarações provocatórias que foram proferidas em momentos diferentes. Pretendem assim “virar o bico ao prego”.

Achei também curiosa a defesa de Saramago quando o questionaram se continuava a ser português. Como se Portugal de um clube se tratasse, o escritor argumentou que tinha as “cotas” em dia do seu “camarote” que tinha na cidade. É claro que Saramago continua a ser um português legítimo, porque paga os seus impostos, mesmo que viva em Espanha e mesmo que por ele Portugal pudesse ser uma província espanhola a oeste de Badajoz. Quanto a isto nada a questionar. Se o Nobel paga as cotas tem direito a assistir aos jogos no seu camarote assim como tem direito de vir cá com a sua funda, tipo David, a acertar com o seixo nos tomates do gigante Golias da Igreja.

Como de costume, estou certo que os mais interessados pelo debate, e até por esta questão, serão aqueles que se assumem como ateus, descrentes ou agnósticos. São estados de respeitar, mas, como habitualmente, estes vão continuar preocupados por algo que proclamam não acreditar. A estes não lhes basta não acreditar mas sobretudo contrariar quem acredita. São assim uma espécie de missionários da descrença militante.

Por aqui, a não ser que se justifique, o assunto está encerrado. Saramago limitou-se a ser ele próprio, porque sabe que o que disse provoca polémica porque sabe quem pretendeu provocar. É verdade que usou do seu direito de liberdade de expressão mas também sabe que a mesma foi dirigida a uma comunidade de milhões de pessoas.

Manuel Alegre também veio defender Saramago. Gosto de Alegre e da sua obra e escrita, mas penso que não tem muita razão. Primeiro porque Saramago não precisa que o defendam já que provou que tem boas armas de arremesso; Quanto ao invocar que Saramago está a ser alvo de preconceitos esqueceu-se que tem sido o próprio Saramago a ser preconceituoso para com a Igreja em diferentes momentos. O episódio de que agora se fala é apenas mais um.

Alegre diz ainda que Portugal não perdoa a “grandeza e aqueles que distinguem”. Alegre esquece-se que essa “grandeza” é bonita e sublime mas que deve comportar um sentido de tolerância e respeito que Saramago não tem sabido ter. Admito a intolerância da Igreja em muitas questões, mas para a criticar e combater não se vai lá com episódios e lutas baseada nesse mesma intolerância.

Entretanto já consegui ler alguns parágrafos de “Cain”. Nada de mais, para além de ser uma leitura intragável sob um ponto de vista estrutural. Pareceu-me um leite-creme já azedado, excessivamente polvilhado de vírgulas sem sabor a canela. Aliás, as vírgulas estão para a escrita de Saramago como aqueles irritantes semáforos de controlo de velocidade nas nossas estradas nacionais. É uma escrita para ler em slow-motion sob pena de nada se perceber do que o homem de Lanzarate pretende dizer. 

JC

Saramago - O exercício da banalidade

 

jose saramago saramago teknomatika

O que me espanta não é o ateísmo militante de Saramago, uma ateísmo que roça o proselitismo. É um direito seu exactamente igual ao dos crentes  militantes e proselitistas. O que me acaba sempre por desapontar é a banalidade dos ataques à religião, a incompreensão do fenómeno e das raízes racionais que estão presentes na ideia de Deus. Compreender a religião e a ideia de Deus não implica acreditar ou não nelas, mas tentar uma aproximação racional ao fenómeno religioso. O que está muito longe de acontecer com Saramago, como se prova por isto: «O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!» Isto está ao nível das crises religiosas da adolescência.

fonte: A ver o mundo

Concordo no geral com esta opinião.  Já o disse aqui, que não gosto particularmente da escrita de Saramago, embora reconheça a sua importância no contexto da literatura portuguesa. Todavia, Saramago é recorrente neste tipo de recalcamentos e confrontos com a religião e de modo especial contra a igreja católica. Mas, aparte o respeito que as suas opiniões merecem, parece que Saramago continua a precisar destes confrontos e da polémica que eles geram para o sucesso de grande parte dos seus livros. À falta de melhor, o exilado de Lanzarote pega em temas da religião, cometendo o mesmo pecado da tentação de inúmeros autores ligados às artes. A religião, pela importância intrínseca para milhões de pessoas, é sempre um tema forte e fácil de pegar. Saramago é assim uma espécie de Dan Brown no seu pior.

Saramago, na sua entrevista ao público, apresenta novamente um chorrilho de banalidades. É claro que a Bíblia tem a importância que tem e não é o facto de ser considerada sagrada ou de inspiração divina que molda a concepção de quem é religioso e vive a religião. A Bíblia, apesar do significado que comporta, é, porventura, a parte menos importante e significativa da religião, nomeadamente na católica, já que assenta sobretudo no novo testamento e nos ensinamentos baseados no amor e respeito ao próximo. Daí que se compreenda que Saramago diga que espera uma maior contestação por parte dos Judeus.

Por conseguinte, as questões e as dúvidas que Saramago lança, são legítimas mas banais e próprias de um puto adolescente confrontado com a chatice de ser obrigado a ir à missa. Eu tive essas dúvidas, ou até certezas, aos 14 ou 15 anos. Saramago expressou-as agora, quase aos 90 anos. Eu, porém, continuo a ter necessidade de uma religião e continuo a ter dúvidas e quanto mais dúvidas tenho mais necessidade sinto, mas essa é uma batalha minha, pessoal. A luta do José da Azinhaga é pessoal mas colectiva e militante ou não estivesse toda a sua obra impregnada desta sua ideologia e da visão ingénua que consegue vislumbrar na Bíblia. Não conseguiu compreender que os textos bíblicos reflectem apenas a crueldade do mundo e da luta constante do bem contra o mal. Considerá-la um manual de maus costumes é tão ligeiro como considerar a sua obra literatura de cordel.

Afinal a religião é isso mesmo, o acreditar no impossível, no inatingível e que implica uma fé que não se explica nem se compreende. Se a religião, qualquer uma delas, fosse assim, tão palpável, tão lógica e tão à medida das conclusões banais de Saramago, e se a Bíblia ou o Corão fossem uma espécie de Código Civil ou Código Penal, certamente que seria uma coisa demasiado terrena para ser considerada. A necessidade do Homem para com a espiritualidade, para com o divino e o transcendente, remonta aos primeiros períodos da sua História e sempre se expressou de diferentes formas e por diferentes caminhos.  É pois, uma necessidade ou uma dependência que acompanhará sempre os nossos dias. Mas, Saramago, mesmo próximo do final lógico dos seus dias, ainda não compreendeu isso e continua a insistir nas suas banalidades para com a religião como se esse fosse o seu grande combate. Saramago é assim uma espécie de adepto portista, carregado de troféus e êxitos mas com uma necessidade doentia de fazer desacreditar o Benfica e os seus adeptos, porque, no fundo, continua a temer a sua grandiosidade.

EU Bookshop Digital Library – 110 000 novos livros online

 

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A EU Bookshop Digital Library, que integra a Europeana, a livraria digital europeia, passa a dispor de mais de 110 mil novos títulos online.

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