Depois de tanta asfixia, parece que agora o país está metido num poço de vulnerabilidades. Cavaco Silva chamou alguém para analisar a saúde do seu computador pessoal e o prognóstico aponta para vulnerabilidades.
Estas vulnerabilidades são de facto preocupantes, mas há outras vulnerabilidades bem mais merecedoras de preocupações no nosso Portugal: A vulnerabilidade do desemprego, da Saúde, da Educação, da Segurança Social e de muitas outras coisas.
Essas são de facto as vulnerabilidades do país real. As outras, alguém, que será muito bem pago, acabará por arranjar umas engenharias técnicas para impedir que alguém possa ver as eventuais gajas nuas que Cavaco possa querer esconder da Maria, ou espreitar a conta bancária do Sócrates, ou desvendar os segredos de justiça do processo Casa Pia, na Procuradoria Geral da República ou nos Tribunais. Possivelmente, o presidente até será recomendado a usar um sistema Linux ou um método de encriptação.
Quanto às reais vulnerabilidades dos portugueses, essas não foram resolvidas por um bando de políticos (in)competentes durante quatro anos e certamente que não chegarão outros tantos para as solucionar. Não há, pois, anti-vírus ou firewall que seja capaz de nos proteger, pelo que vamos mesmo continuar a padecer desta nossa vulnerabilidade crónica.
