Vulnerabilidades asfixiantes

 

vulnerabilidades teknomatika

Depois de tanta asfixia, parece que agora o país está metido num poço de vulnerabilidades. Cavaco Silva chamou alguém para analisar a saúde do seu computador pessoal e o prognóstico aponta para vulnerabilidades.

Estas vulnerabilidades são de facto preocupantes, mas há outras vulnerabilidades bem mais merecedoras de preocupações no nosso Portugal: A vulnerabilidade do desemprego, da Saúde, da Educação, da Segurança Social e de muitas outras coisas.

Essas são de facto as vulnerabilidades do país real. As outras, alguém, que será muito bem pago, acabará por arranjar umas engenharias técnicas para impedir que alguém possa ver as eventuais gajas nuas que Cavaco possa querer esconder da Maria, ou espreitar a conta bancária do Sócrates, ou desvendar os segredos de justiça do processo Casa Pia, na Procuradoria Geral da República ou nos Tribunais. Possivelmente, o presidente até será recomendado a usar um sistema Linux ou um método de encriptação.

Quanto às reais vulnerabilidades dos portugueses, essas  não foram resolvidas por um bando de políticos (in)competentes durante quatro anos e certamente que não chegarão outros tantos para as solucionar. Não há, pois, anti-vírus ou firewall que seja capaz de nos proteger, pelo que vamos mesmo continuar a padecer desta nossa vulnerabilidade crónica.

Blogosfera – Um mundo de abelhas, moscas e varejeiras – Episódio 2/3

 

moscas teknomatika

Blogosfera – Um mundo de abelhas, moscas e varejeiras – Episódio 1/3

Em todo este contexto, quase espacial, temos assim uma blogosfera de classes; a alta, a média e a baixa. Tal como nas classes da nossa sociedade, os mais pobres aspiram a pertencer aos mais ricos e os mais ricos precisam dos mais pobres para manter a predominância, o poder, a luminosidade. Não admira, por isso, que por vezes, para ascender a essa vida, se façam uns gamanços, uns plágios, umas “expropriações” de uns textos, artigos ou imagens, umas transcrições, umas citações, umas referências, para, à custa disso, se conseguir obter um pouco dessa energia quimérica e blogosférica. Por vezes resulta e basta uma referência ou um link dos iluminados para trazer um blog do lado negro para a ribalta da zona iluminada, podendo mesmo vir a ser “contratado” para algum portal importante com todas as mordomias . Esses são os eleitos, uma espécie de bafejados pelo Euromilhões. Outros, porém, já se remedeiam em crateras mais amplas da classe média, mesmo que apenas para uma zona humilde no limiar da  penumbra ou do lusco-fusco lunar.

Por mim confesso, tenho alguns, poucos, blogs sediados nessa zona oculta, nesse lado bolarento e negro, paredes meias com blogs especialistas em gajas e pornografia, ou numa espécie de apartamento de habitação social onde por baixo vive um blog de tunning e por cima um blog que colecciona contos eróticos e carteiras de açúcar.
Com uma vizinhança destas,  admito que tão cedo os meus blogs não saírão desta escuridão lamacenta por mais que frequente escolas de “Como ganhar dinheiro na Internet” ou “Como ter um blog de sucesso” ou ainda “Como ter uma catrefada de seguidores”.


Não é de admirar, pois,  que nesta blogosfera os bloggers sejam assim uma espécie de astronautas ou para-quedistas que vão aterrando de blog em blog como a abelha Maia de flor em flor ou como moscas ou varejeiras de poia em poia. É claro que será sempre preferível um blog ser visitado pela leveza das abelhas Maias do que pela moscaria habituada a poisar sabe-se lá onde. As abelhas são especialistas em roubar o pólem mas fazem-no de uma forma subtil e doce, persistentes no seu vai-e-vem da sua tarefa colectora. Já as moscas, essas badalhocas, são isso mesmo, porcas e nojentas que para além de sugarem, normalmente deixam  rastos de cagada que encaminham ou direccionam para os seus estaminés.

Ora na blogosfera os blogs iluminados precisam destes visitantes mas, obviamente preferem os do tipo abelhas já que roubam sempre qualquer coisa, é certo, mas ajudam o contador das visitas, a lista de comentários e vão ajudando na polinização, isto é, na divulgação e notoriedade do sítio e do autor. Já as visitas do tipo moscas são consideradas pelos iluminados os inconvenientes ou os trolls. Estes podem ser trollerados mas só dentro do aceitável. Quando mordem e cagam demais, são avisados, combatidos com sistemas de moderação, pré-registo, login e outros mecanismos anti troll.

 

(continua no próximo Nº)

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Blogosfera – Um mundo de abelhas, moscas e varejeiras – Episódio 1/3

 

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A blogosfera portuguesa é um mundo distinto dentro do universo da internet. Estará assim para esta como a Lua para a Terra, com uma face iluminada e outra face que nunca se revela. Hora a hora, dia a dia, lá vai fazendo o seu movimento de rotação presa à sua força gravitacional.


Na face iluminada habitam os iluminados blogs com bases alimentadas a uma energia chamada notoriedade, composta por fluxos medidos por um contador de visitas, número de comentários, page ranks, page views, autoritys e outras. Esses blogs iluminados, comandados por bloggers igualmente iluminados, normalmente estão localizados numa espécie de mar da Tranquilidade, plano e vistoso, quase visível a olho-nú, e que salta à vista no Google, uma espécie de telescópio Hublle da blogosfera. Estes blogs precisam uns dos outros e normalmente exibem um mapa astral com as diferentes conexões, os links, uma espécie de botões que accionam os tele-transportadores de uma dimensão para outra. Esses blogs, de gente mais ou menos importante, tratam de assuntos importantes, a condizer. Quase sempre são blogs políticos, de políticos, jornalistas, pensadores, cinéfilos, melómanos e outras áreas que determinam os padrões e conceitos da cultura e das artes. Têm gostos selectivos, são sumidades nas suas áreas e abominam a vulgaridade das maiorias. São, afinal, os bloggers iluminados, os que aparecem no tops e até são mencionados nos media.


Em contrapartida, no lado escuro ou negro desta lua chamada blogosfera, habitam os deserdados do mar da Tranquilidade, obrigados a ocupar crateras e zonas montanhosas nada apetecíveis, numa espécie de bairros de lata. Por ali sobrevive toda a espécie de blogs, desde os da pior espécie, como os de pornografia, gajas nuas, torrents, downloads ilegais, poias, hackers, etc, até aos blogs terra-a-terra, que nos falam de si próprios, da família e dos vizinhos, das suas aldeias, de futebol nacional e distrital, bricolage, artes decorativas, découpage, craquelé,  escola, plantas, remédios caseiros, animais, cães, gatos e periquitos, cromos, gifs animados e até de sanitas, frigoríficos, umbigos, etc, etc. Blogs e bloggers porreiros, é certo,  mas que sobrevivem à luz da vela ou de candeeiros de carboneto, sem possibilidades de acederem à tal energia cósmica dos blogs iluminados do mar da Tranquilidade. São assim uma espécie de famílias problemáticas ou desestruturadas, que vão fazendo umas coisas engraçadas mas à custa de expedientes, comparáveis a rendimentos mínimos ou pensões de sobrevivência. 


(continua no próximo Nº)

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