Os jornais no ano 2000

 

Em 13 de Julho de 1961, portanto há mais de 48 anos, o “Foguetão”, uma publicação que se designava como o Semanário Juvenil para o ano 2000, já por si um conceito imaginativo, publicava no seu Nº 11 uma espécie de antevisão daquilo que seria um jornal no ano 2000, onde previa que os jornais coubessem na palma de uma mão, com estes a serem vendidos em forma de disco magnético. Para o efeito apresentava uma caixinha, “na forma de cigarreira”, tipo walhman, com 1 cm de espessura, mas com um ecrã, portanto com capacidade de reprodução de voz e imagem e com as diferentes rubricas do jornal referenciadas por uma banda de cores diferentes. Resumindo, uma espécie de leitor moderno de som e imagem.

Na altura não deixava de ser uma visão futurista, e com problemas que “certamente os cientistas resolveriam” mas que de certo modo está agora a concretizar-se. É claro que nunca adivinharam o aparecimento da Internet nem as consequentes edições online de milhares de jornais, revistas e livros, mas mesmo assim, não deixa de ser curiosa a abordagem se tivermos em conta o facto de isto ter sido imaginado escrito há quase meio século.

Pode ampliar a imagem para perceber melhor o esquema e sua descrição.

 

jornal do ano 2000

jornal do ano 2000 2

 

Anabela Pereira

Mini Marshall

 

 

Tenho em casa um super potente amplificador de guitarra, da marca Marshall, daqueles a válvulas. Quando quero abanar a estrutura lá desfiro uns acordes e limpo as teias de aranha, quer à guitarra quer ao próprio amplificador.

Na ThinkGeek, por 44,99 dólares, está disponível um mini-amplificador para guitarra, também da Marshall. Pequeno e potente. Dispõe de saída para auscultadores. Funciona com uma bateria de 9v e pode ser pendurado à cinta. Desconheço o mal que possa provocar na tomada tendo em conta a proximidade.

Uma preciosidade.

AA

Saramaguices

 

jose saramago saramago teknomatika

Ainda  a propósito da telenovela despoletada pelas considerações pouco abonatórias de José Saramago para com a Bíblia, o país vai ter hoje um debate entre o Prémio Nobel da Literatura e o Padre Carreira das Neves, teólogo e estudioso da Bíblia. Será na SIC e SIC Notícias, a partir das 21:30 horas.

"Saramago é um Gato Fedorento a brincar com a Bíblia", realçou Carreira das Neves, que falava à margem do colóquio "As artes da Bíblia", que decorreu em Lisboa.

Depois desta humorística mas infeliz apreciação de Carreira das Neves, tudo indica que vamos ter assim uma espécie de dois gatos pingados a esmiuçarem a Bíblia,  a ver quem desenrola melhor o seu novelo de malha.

Penso que não seria preciso chegar a tanto porque bem sabemos que no final do debate as coisas vão ficar como estão: Saramago a defender um chorrilho de apreciações ingénuas e provocadoras quanto à Bíblia, e Carreira das Neves a puxar pelos seus conhecimentos a defender o contrário. No final vão ficar todos emaranhados nos novelos que desfiarem. Quanto a vencedores, ganhará Saramago porque isso reflectir-se-á sempre nas vendas dos seus livros. É uma publicidade para a qual não gasta um centavo para além das eventuais corridas de taxi entre as estações das diversas televisões.

Entretanto, pelo meio, no grosso das declarações de quem defende Saramago, penso que se tem tentado desviar algumas ideias base da polémica. Esta resultou essencialmente das declarações de Saramago e não quanto à apreciação do livro “Cain”. Tanto o editor quanto Saramago, têm criticado quem critica sem ter lido o livro. Ora o que tem estado em discussão não é o livro mas sim as tais declarações provocatórias que foram proferidas em momentos diferentes. Pretendem assim “virar o bico ao prego”.

Achei também curiosa a defesa de Saramago quando o questionaram se continuava a ser português. Como se Portugal de um clube se tratasse, o escritor argumentou que tinha as “cotas” em dia do seu “camarote” que tinha na cidade. É claro que Saramago continua a ser um português legítimo, porque paga os seus impostos, mesmo que viva em Espanha e mesmo que por ele Portugal pudesse ser uma província espanhola a oeste de Badajoz. Quanto a isto nada a questionar. Se o Nobel paga as cotas tem direito a assistir aos jogos no seu camarote assim como tem direito de vir cá com a sua funda, tipo David, a acertar com o seixo nos tomates do gigante Golias da Igreja.

Como de costume, estou certo que os mais interessados pelo debate, e até por esta questão, serão aqueles que se assumem como ateus, descrentes ou agnósticos. São estados de respeitar, mas, como habitualmente, estes vão continuar preocupados por algo que proclamam não acreditar. A estes não lhes basta não acreditar mas sobretudo contrariar quem acredita. São assim uma espécie de missionários da descrença militante.

Por aqui, a não ser que se justifique, o assunto está encerrado. Saramago limitou-se a ser ele próprio, porque sabe que o que disse provoca polémica porque sabe quem pretendeu provocar. É verdade que usou do seu direito de liberdade de expressão mas também sabe que a mesma foi dirigida a uma comunidade de milhões de pessoas.

Manuel Alegre também veio defender Saramago. Gosto de Alegre e da sua obra e escrita, mas penso que não tem muita razão. Primeiro porque Saramago não precisa que o defendam já que provou que tem boas armas de arremesso; Quanto ao invocar que Saramago está a ser alvo de preconceitos esqueceu-se que tem sido o próprio Saramago a ser preconceituoso para com a Igreja em diferentes momentos. O episódio de que agora se fala é apenas mais um.

Alegre diz ainda que Portugal não perdoa a “grandeza e aqueles que distinguem”. Alegre esquece-se que essa “grandeza” é bonita e sublime mas que deve comportar um sentido de tolerância e respeito que Saramago não tem sabido ter. Admito a intolerância da Igreja em muitas questões, mas para a criticar e combater não se vai lá com episódios e lutas baseada nesse mesma intolerância.

Entretanto já consegui ler alguns parágrafos de “Cain”. Nada de mais, para além de ser uma leitura intragável sob um ponto de vista estrutural. Pareceu-me um leite-creme já azedado, excessivamente polvilhado de vírgulas sem sabor a canela. Aliás, as vírgulas estão para a escrita de Saramago como aqueles irritantes semáforos de controlo de velocidade nas nossas estradas nacionais. É uma escrita para ler em slow-motion sob pena de nada se perceber do que o homem de Lanzarate pretende dizer. 

JC

A Internet afinal é um mundo para sortudos

 

dia de sorte 01

dia de sorte 03

dia de sorte 04

dia de sorte 05

dia de sorte 02

Não, recuso-me a acreditar que realmente eu seja um tipo sortudo a ponto de no mesmo dia e num curto período de tempo poder ser premiado pelo facto de num sítio ter sido o visitante Nº 999.999 e noutro o Nº 1.000.000. Como se costuma dizer, era muita vaca.

Sinceramente…pelo menos pedia-se a estes tipos que tivessem mais imaginação. Então em apenas 3 minutos o número mágico de visitantes passa de 999.9999 para 100.000? Haja paciência. Nem o Américo Amorim perdeu tanto dinheiro em tão pouco tempo com a crise da Bolsa.

É claro, que fora a ironia, não me incomoda este tipo de publicidade mas preocupa-me que seja tão agressiva e em sítios mais ou menos bem referenciados como, no caso, o ImageShack e o Technorati.

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