Sábado, fui à bola, concretamente a Braga, ver o clube local contra o Benfica.
Algumas sintéticas conclusões:
Muita malta, quase tudo adeptos do Benfica; Muitas roullotes, panados, bifanas, cerveja a rodos e vendedores de cachecóis; Bilhetes caríssimos (80 euros para dois lugares numa zona quase na extremidade da bancada poente); Com toda a certeza, apesar de ainda estarmos a 1/3 do campeonato, foi a receita da época para os arsenalistas; O Benfica é mesmo o abono de família dos clubes que visita; Apesar de se ter transmitido a ideia de casa cheia e bilheteira esgotada (quiçá para inflaccionar o interesse), a bancada nascente apresentava grandes clareiras e um sector quase deserto; Parece que o Braga não tem adeptos pagantes para encher metade dos lugares da casa; Hora demasiado tardia para um jogo de futebol em horário de Inverno; Bom ambiente a rodear o jogo, fora do estádio e dentro dele; Como sempre, o árbitro e os agentes do futebol, incluindo equipas, a estragarem o espectáculo, a borrarem a pintura; Jorge Sousa, supostamente um árbitro de primeira, portou-se ao nível do que pior se vê na arbitragem nos regionais; Inaugurou um ciclo no futebol português e a partir de agora os agarranços nas áreas vão ser analizados à luz do critério inquisitório do Sousa; Di Maria, numa atitude feia, própria de um puto a reagir a provocações do banco do Braga e este com uma reacção desmedida e despropositada, a gerar toda a confusão que se viu; Fiquei, por isso, a perceber "in loco" o porquê dos estádios se encontram de um modo geral com bancadas vazias; Têm o que merecem; No meio de tudo isto, os adeptos que vão ver e pagar o futebol, continuam a ser desrespeitados. Quem me acompanhou, por ser a primeira vez, jura que ficou traumatizada e tão cedo não vai ver futebol aos estádios. Não a censuro.
Estádio com uma boa visão de jogo, mas desconfortável, com cadeiras pequenas e passagens estreitas; Estádio considerado uma obra de arte da arquitectura mas com uns acessos super-esquisitos, impróprios para adeptos sem preparação física e deficientemente assinalados; Provavelmente o estádio em Portugal com acessos e sistema de entrada mais complicado; Zonas adjacentes sem condições adequadas de estacionamento para jogos com esta dimensão. A evitar, a não ser para ver um Braga – Pescadores da Costa da Caparica, em que as coisas devem estar mais calminhas. No resto, é ir cedo, esperar, suar, esperar, suar e chegar tarde.
Quanto ao jogo: Bem ganho pelo Sp. Braga, sobretudo pela eficácia do aproveitamento e pelos primeiros 15 minutos; O Benfica a fazer, talvez, a pior primeira parte da época; Mesmo assim, o Braga a viver do golo precoce aos 7 minutos e com uma segunda parte de contra-ataque, onde, excepção ao 2º golo, quase não levou uma bola à baliza adversária. Nem precisou. Quim, o azelha, apesar de atordoado pela ingenuidade de abordagem ao primeiro golo, limitou-se a ser mais um espectador.
Conclusão fnal: Já não vale a pena ir ver jogos de futebol aos estádios, incluindo ao de Braga. A televisão e um bom sofá são melhor alternativa mesmo que se tenha que pagar a Sport TV.
- Rui Santos Sá