Blogger com ferramenta de estatísticas

 

image

O Blogger tem vindo a melhorar sobremaneira as suas ferramentas de edição e gestão de blogs pelo que a plataforma voltou a conhecer um novo impulso, voltando a afastar a concorrência local e internacional.
Há pouco tempo tinha sido a introdução de novas ferramentas ligadas ao design dos templates e agora uma ferramenta de estatísticas onde é possível acompanhar todos os movimentos ligados ao blog desde número de visitas, page views, origens de tráfego, keywords, etc. Tudo isso sem qualquer configuração. Até aqui seria necessário integrar outro produto externo ou o Analytics, também do Google, mas a exigir configuração própria e intropdução de algum código.
Por tudo isto, é cada vez mais fácil e apelativo usar os blogs do Blogger. Mais novidades para o Blogger estão quase a saír do forno.

 

- Joana Paiva

Moita Flores – Cometeu o pecado de abrir uma tasca na blogosfera

 

O Moita Flores, essa figura pública e camaleão mediático, muito mais que um competente presidente da Câmara de Santarém, cometeu a ousadia de abrir um blog pessoal, o Projétil, e logo lhe caíu em cima meia blogosfera tudo porque desde aquele Maio de 2008, num programa da SIC, o "Aqui e Agora", discutindo-se ela própria, a blogosfera, entre muitas virtudes apontadas à mesma, o autarca, comentador, criminalista, escritor, salientou que era também um espaço utilizado por criminosos.
Na altura pareceu-nos uma análise correcta e se calhar até pecava por demasiado optimista e exactamente porque a blogosfera é feita pela mesma massa da vida real.

Logo, para além da "coça" que apanhou um pouco por toda a blogosfera lusitana, o Moita Flores foi “condenado” a não poder ter o seu próprio blog como se estivesse a proibir a raposa de guardar o galinheiro. Agora que cometeu essa ousadia, aí temos novamente uma onda de guardiões da boa blogosfera a dar-lhe mais umas caneladas, sinal de que certos rancores nem o tempo dissolve.
Paradoxalmente, esta intolerância vem precisamente de quem proclama a tolerência como bandeira esvoaçante das garantias e liberdades. Chego assim à conclusão que a tolerância de muitos reside na fórmula simplista do "não me fodas que eu não te fodo" ou então a variante, "quem me foder fodido será".
É nisto que a nossa blogosfera é interessante, nas suas contradições e paradoxos pelo que não surpreende que Moita Flores ao referir-se a criminosos pretendia, afinal, fazê-lo em relação aos tolerantes da nossa praça. Se assim foi, realmente a nossa blogosfera está repleta de criminosos.

 

- Rui Santos Sá (potencial criminoso)

Capelo Rego – A família Low-Tech

 

image

A Microsoft Portugal arrancou com o projecto “Família High-Tech Microsoft” com o objectivo de promover toda a sua linha de produtos. A primeira família a ser convidada foi a família Pitta Gouveia para uma nova aventura high-tech que irá assim testar de forma orientada as novas e futuras tecnologias, protagonizando um processo de aceleração tecnológica com vista a medir o impacto das novas tecnologias na sua dinâmica familiar.

Os Pitta Gouveia são a família modelo que irá partilhar com as demais famílias a sua experiência, bem como algumas dicas e conselhos para que outras famílias possam tirar o melhor partido de muitas das tecnologias que já se encontram nos agregados familiares e que nem sempre são exploradas em todo o seu potencial, e ainda dar a conhecer outras tecnologias, muitas das quais disponíveis de forma gratuita.

[fonte]

Sinceramente, não sabemos onde é que a Microsoft estava com a cabecinha para entender que os Pitta Gouveia são uma família modelo portuguesa. Porque pensamos que essa família está longe de representar a tipicidade portuga, conseguimos encontrar os Capelo Rego, que entendemos serem merecedores da distinção da Microsoft, nem que lhe tenha que chamar de Família Low-Tech.

Fica aqui o retrato muito resumido dos Capelo Rego:

Nélinha Pitoca Capelo Rego - Nasceu em 1968, filha de pai incógnito embora se suspeite que fosse o Octáviano, dono da Casa de Pasto "O Rei das Muelas".
Completou a 4ª classe, com muita dificuldade pois até gostava das contas de subtrair mas as de multiplicar e de dividir eram complicadas. Aos 14 anos foi trabalhar para uma fábrica de calçado onde se especializou a aplicar cola nas palmilhas de botas de caçador. Aos 15 abortou mas aos 19 já estava casada a e com um filho nos braços, aos 22, com dois filhos nos braços, aos 24 com três filhos, mas já não os podia ter nos braços e por aí fora até aos cinco filhos incluindo um mulatinho que o marido desconfia não ser dele mas não fez granel porque o subsídio de parto, aleitação e o abono sempre dava uma massa a considerar.

Em 2009 entrou no Programa Novas Oportunidades. Ainda não sabe fazer contas de multiplicar e de dividir mas contou a história da sua vida e disseram-lhe que agora já tem o 9º ano e pode concorrer a concursos para empregada de limpeza ou auxiliar de cantoneiro. Deram-lhe um computador portátil. Ainda deve algumas prestações da internet mas já não dispensa estas novas tecnologias e até se inscreveu no Fórum "O nosso casamento" onde se faz passar por rapariga casadoira a dar palpites sobre quintas, copos-de-água, lua-de-mel nas Caraíbas. Também tem um blog onde, num registo porno-erótico conta o dia-a-dia da sua vida de solteira com o pseudónimo "Pititi".
Actualmente vive num T3 num edifício de Habitação Social e recebe o Rendimento Mínimo e quando não está de volta do computador, cuida mais ou menos dos filhos.

Brazelino "Mãozinhas" Capelo Rego - Nasceu em 1966, no seio de uma família numerosa e carenciada. Fez a 3ª classe  à rasquinha mas em 2009, junto com a Nelinha Pitoca contou a história da sua vida, calculou a área de um quadrado e fez uma tabela no Excel com os gastos em tabaco e cerveja e lá lhe deram o 9º ano.
Actualmente, é verdade que tem orgulhosamente o 9º ano mas isso ainda não lhe abriu portas e continua desempregado depois de há quase 3 anos ter sido despedido por causas legalmente atendíveis na fábrica de vassouras onde trabalhava desde pequenino. Vive do Rendimento Mínimo e de alguns biscates que lhe vão aparecendo quando o cunhado tem fartura de trabalho de trolharia. O Brazelino adora as novas tecnologias. Mexer em computadores, telemóveis, máquinas de tabaco e frigoríficos é com ele.

A família Capelo Rego tem 5 filhos: O Brazelino, o Anastôncio, a Brízida, o Anacleto e a Zuleica, todos em idades escolares. São todos bem mal comportadinhos, incluindo o mulatinho, e têm capacidades de líderes e de dar cabo da paciência aos professores que deles já não fazem farinha. Na escola são temidos e conhecidos como o gang dos Rego. Gostam sobretudo da disciplina de tecnologias e não há quem os bata a dominar o telemóvel. São os reis das mensagens SMS e adoram experimentar os telemóveis e consolar-se com as consolas dos putos mais novos. Adoram desmontar e testar a resistência dos Magalhães.

Têm sido acusados de roubar ou de subtrair alguns desses aparelhos aos putos da escola, mas ainda nada foi provado. São todos espertos e não têm avançado mais no sucesso escolar porque a porradaa que vão dando aos professores e aos colegas não tem ajudado. Apesar disso são entusiastas das novas tecnologias e quando forem grandes querem seguir os passos do Bill Gaitas.

Toda a família Low-Tech ficaria satisfeita com a escolha da Microsoft e se isso acontecesse teriam a oportunidade de ter internet em condições e equipamentos à altura das suas capacidades. Fariam tudo para serem uma família exemplar para todas as famílias típicas portuguesas. A sua experiência e dinâmica diárias com as tecnologias da Microsoft poderiam ser frutuosas para o desenvolvimento do futuro de aplicações robustas, resistentes a pancada, quedas, impactos, infiltrações, etc.

Para além de tudo, até pelo facto dos Pitta Gouveia serem uns betinhos, fica aqui esta família bem mais genuina à consideração da Microsoft. Ao jeito do que diria o crítico culinário Auguste Gusteau ao rato Remy no Ratatouille: – Surpreenda-nos!

 

- Rui Santos Sá

100 anos de república das tetas, petas e tretas

 

image

Ainda por aí uma febre política e sobretudo mediática à volta do centenário da República, como se a data fosse algo de transcendente na nossa sociedade, como se estivéssemos a celebrar a descoberta de petróleo  na Amareleja ou como se Portugal tivesse conquistado o Mundial de Futebol, ainda por cima com Queiróz.


Antes de mais, confesso que não sou monárquico mas também não serei republicano, pelo menos não me revejo nesta república que foi tomada de forma covarde e que passou pelo igualmente covarde assassínio de quem representava a anterior forma de governo, mas porventura os menos culpados. Não sou, pois, coisa nenhuma.


Desde logo e por isso, nunca consegui ver nesta nossa república  uma solução ou um melhor conceito do que o que vigorou durante os anteriores 700 anos, desde logo porque não encontro vantagens de um regime em relação ao outro e vice-versa. Basta olhar-mos para as actuais monarquias europeias para se constatar muita coisa, desde logo que o Poder está longe de estar concentrado na figura do rei ou raínha, mas no povo, e que por outro lado a forma de república seja um garante do que quer que seja, tanto nos fundamentos de democracia, justiça ou desenvolvimento económico. Quer se queira quer não, Portugal tem sido um rigoroso exemplo de uma república falhada e cujos princípios condutores estão ainda a décadas de se darem minimamente como cumpridos. Os ferrenhos republicanos, os líricos ou os fundamentalistas, os que ainda consideram o Buiça um mártir da causa e lhe exaltam o feito do regicídio, esses certamente não concordarão.


Analisem-se alguns factos: Em 100 anos de república, só os últimos 30 anos conheceram uma democracia, apesar de todas as debilidades da mesma; Os primeiros anos da república foram um tempo de trevas, instabilidade política, perseguições à la Afonso Costa e comparsas, confusão e convulsão militares, revolta e instabilidade social e económica, enfim uma autêntica anarquia própria do resultado de um desejo de mudança que não era generalizado mas apenas sectorial, como um implante que infeccionou e foi rejeitado.

A propósito da adesão do povo à causa da república, disse então João Chagas, figura de destaque da causa: “A República faz-se em Lisboa e comunica-se ao país por telégrafo”. França Borges, foi mais incisivo e expressou o ideal republicano de então: “O povo irá para onde o mandarem ir”.

Em 100 anos de república tivemos 71 governos com uma média de 16 meses de vigência resultando daí toda a instabilidade associada nos diferentes níveis. Após 100 anos de república, 10 de anarquia, 60 de ditadura e 30 de democracia o país continua na cauda da Europa e bem abaixo de países onde ainda prevalecem as monarquias, nem valendo a pena dar exemplos.


Em 1880, por alturas do Ultimato Inglês, o PIB per capita no nosso país era de 50% do PIB per capita na Europa (considerada aqui num grupo representativo onde entrem a Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália e Reino Unido). Como consequência do Ultimato Inglês, foi notória a instabilidade política e a contestação sectorial à monarquia e por ela o nosso PIB em 1890 caía para 42% relativamente à referência europeia. Nos primeiros 16 anos da República, a queda do PIB acentuou-se e caíu de 42% em 1910 para 32% em 1926.

Em toda a história portuguesa, e dos dados estatísticos conhecidos, nunca Portugal viveu um período tão miserável como nessa década e meia de república desvairada e anárquica e que demonstrou estar longe do que realmente o país precisava rumo ao progresso. Paradoxalmente, a recuperação económica surgiu com o Estado Novo, que conduziu à ditadura salazarista até 1974, e que à data da revolução, mesmo apesar do enorme e inútil esforço da guerra no ultramar, o PIB tinha recuperado de 32% para 60%, o que não deixa de ser notável até porque nesse período foi o país da tal Europa que mais cresceu.


Estes dados valem o que valem, e valem muito sob um ponto de vista da compreensão das virtudes da nossa república, mas a verdade é que nestes 100 anos nunca mostrou ter valido a pena a alteração brusca arrancada em 1910 ou uns anos antes aquando do regicídio.
É esta república convulsiva, controversa e em muitos aspectos inconsequente que eu não abraço mas que uma grande parte do país está a comemorar e a exaltar.


Mais do que os regimes ou formas de governo, os países precisam é de homens com H grande que sejam capazes de dirigir com competência as sociedades e pautados apenas pelo interesse comum. Ora isso nunca aconteceu de forma plena e por isso decorridos 100 anos de república e quase 40 de democracia, Portugal continue na traseira da Europa e continue mergulhado em crise constante, apenas salpicado por curtos períodos de aparente sucesso mas que rapidamente se desvanecem como castelos de areia ao beijar da primeira onda.

Por isso, a dias da data maior da comemoração do centenário, não deixa de ser perverso ou sintomático que tenham decorridos poucos dias após o anúncio de um pacote de medidas de austeridade extrema pela voz de Sócrates, um professo republicano. É esta a república que estamos a festejar? É este o modelo ideal?

Resumindo, esta é apenas uma república das bananas que tem perpetuado governantes  e políticos de um modo geral incompetentes, ou, se quisermos, competentes a governaram-se enquanto que o povo, já sem rei ainda continua e vai continuar sem roque.

 

- Rui Santos Sá

Outros artigos:

tecnologia, informática, internet, programas, aplicativos, software, open source, programas livres, freeware, linux, windows, firefox, internet explorer, artigos, análises, notícias, autocad, cad, rotinas, rotinas lisp, lisp, autolisp, intellicad, vídeo, youtube, áudio, mp3, jpg, bmp, gif, pmg, gimp, inkscape, xn view, photofiltre, google, gmail, converter, conversores, editores, host, downloads, p2p, gexo, porntube, redtube, xnxx, mediacoder, 7zip, nvu, blender, programação, programar, php, perl, asp, html, xml, office, mysql, easyphp, gnu, gpl, c, c++, css, web design, tutorial, tutoriais, manual, how to, truques e dicas, truques, scribus, notepad++, pidgin, messenger, mac, mozilla, mplayer, wma, vorbis