Zé Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira deixam o jornal A Bola – Um caso de lápis azul

 

 

A imprensa desportiva da nossa praça, mais concretamente os três jornais de tiragem diárias, há muito que deixaram de ser exercícios plenos de um jornalismo ético e independente e, ao contrário, transformaram-se em pasquins de verdadeiros exercícios que envergonham a génese e fundamentos do JORNALISMO, onde o clubismo e serventilismo há muito que deixaram de ser disfarçados. Tornaram-se numa espécie de “Os três estarolas”.

Sempre olhei com desconfiança esses produtos "confeccionados" sabe-se lá com que mãos e com que higiene. A famosa "escuta" onde um certo Teles telefona para o cozinheiro-mor Pinto a perguntar se o estufado de pato estava em conformidade com as regras do que a casa gastava", foi mais do que suficiente para ver como são confeccionados certos Jogos. Se dúvidas houvesse, foi assim uma espécie de oficialização pública do estatuto de um jornal diligente que vive de e para um clube, uma espécie de “voz do dono”.


Neste triunvirato de fraquinho jornalismo, o jornal A Bola, apesar de ser conotado com o S.L. Benfica, eventualmente por quem pretendia legitimar e equilibrar o acerrado clubismo da concorrência editorial, ainda mantinha alguma equidistância, se calhar em memória de um passado que fez do título uma referência de jornalismo composto por jornalistas Homens e homens Jornalistas. Infelizmente, parece ter perdido definitivamente essa centelha de dignidade patrimonial e juntou-se à carneirada da concorrência num nivelamento por baixo. O último episódio, de que nos fala esta notícia, é sintomático e só reforça a falta de higiene que grassa em certas cozinhas, com a agravante de por ali não entrar a ASAE. Palavras para quê? Será necessário telefonar ao cozinheiro-mor?

 

- Rui Santos Sá

Hatsune Miko – A cantora virtual

 

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Hatsune Miko, a cantora virtual que junta multidões e enche estádios. Trata-se de uma projecção holográfica 3D que simula uma figura popular do universo manga japonês. A Miko canta, dança, salta e interage com o público e este delira como se estivesse a assitir a um concerto dos U2.

Hatsune Miko foi lançada pela Crypton Future Media usando uma tecnologia do software Vocaloid.

Por este andar, os artistas de carne e osso que se cuidem.

 

- Joana Paiva

A Dita cuja

 

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Uma espécie de jogo ou entretenimento à volta da famosa marca de água, a Perrier.

É verdade que está lá a boazona da Dita Von Teese, o conceito está interessante, bem produzido, mas para algo que até mete água, é uma valente seca apesar de a Dita dar-se como peixe na água neste tipo de produções.

Vale pelo glamour da Dita, e do cenário,e pelos wallpapers.

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- Rui Santos Sá

The Day After

 

Por dois ou três dias, o país ficou a orbitar em êxtase na gravidade etéria do clássico do futebol nacional, o F.C. do Porto - Benfica, esquecendo tudo e todo o resto.

Terminado o jogo, e logo que as televisões e jornais esgotem o assunto e concluam as dissecações, autópsias e biópsias, o que só acontecerá lá para o meio da semana, o país voltará à realidade das coisas, ou seja, um país mal governado, atolado em crise, a meter água por todos os lados, enfiado num túnel em que o ténue ponto de luz que há pouco se vislumbrava  como uma esperança, algures na extremidade, foi por estes dias extinto por um orçamento que promete mais crise e mais miséria.

Mas os portugueses são bons nesta metamorfose e sempre que há um jogo de futebol desta natureza, ele passa a ser o centro de interesse, o centro do nosso pequeno universo, moldando atitudes e personalidades, absorvendo raivas e rancores.

Para além do desfecho do jogo, que pelos números diz e explica tudo, como uma ampla cesta onde cabe a qualidade individual de um Hulk, que carrega a equipa às costas, onde cabe a qualidade intrínseca do colectivo azul-e-branco e onde cabe o descalabro de uma equipa a anos-luz da qualidade da época transacta, que chegou ao Dragão já com um fosso de 7 pontos, e agravada pelos inventos em cima-do-pé do professor Pardal Jesus.

Ainda o F-C. do Porto não tinha aberto o activo, o que de resto não demoraria, e já se constatava que com as alterações no esquema da equipa, o Benfica estava a jogar com menos um central e com menos um defesa-esquerdo, para além de faltar o Aimar, ausente estando em jogo, e Saviola, que não esteve em jogo. Resumindo, um autêntico harakiri ou mais corriqueiramente, um “baixar as calças”.  Adiante, até porque com 10 pontos, mais 1 do confronto, o campeonato está decidido e só por questões de compromissos a procissão vai continuar  ritmada até ao adro de Maio onde o F.C. do Porto há-de chegar no andor.

Apesar de tudo, importa reflectir no seguinte: Era apenas uma partida de futebol na qual estava em jogo 3 pontos, os mesmos que estariam caso qualquer um dos intervenientes fosse, sem desmérito, o Olhanense ou o Cascalheira F.C. Apesar disso, todo o clima à volta da viagem do Benfica até ao Porto fez-nos transportar a ambientes de guerra e terrorismo, num qualquer Iraque ou Afeganistão e com o clube lisboeta a pernoitar numa cidade açaimada num perímetro de segurança vigiado por um dispositivo policial desmesurado mas necessário.

Este é o nosso futebol que muitos desejam que continue assim, doentio e motivo de divisões, de faccionismos e de bairrismos que colocam o país ao nível de um qualquer gueto de subúrbio. Um país que chuta para canto a gravidade dos indícios de escutas telefónicas que revelam um sistema instalado e frutífero como se em nome da legalidade se deva assobiar para o lado. 

E não se pense que estas coisas só aparecem por ocasião destes jogos e a reboque ou despoletados por "mind games" dos intervenientes; Não. Tenho estado em formação a decorrer no Porto e, nos apartes das aulas e nas conversas de corredor, durante o café ou o almoço, são recorrentes as manifestações desse bairrismo bacoco e provinciano, numa constante alusão aos "mouros", aos FDP de Lisboa e outras bacoradas que só acentuam esse clima que depois há-de enrolar-se como bola-de-neve (ou bolas de  golfe) e dasaguar às portas da cidade ou do estádio. Esta linguagem e esta forma de ser e de se pensar está presente tanto nos formandos como nos formadores e explica-se como a acendalha de outros rastilhos maiores. Face a essa crispação quase doentia, os adeptos do Benfica, mesmo que em maioria, calam-se, obviamente.


É esta a realidade e não será de surpreender que depois as coisas sejam como são e que um jogo de futebol que deveria ser um hino à modalidade e ao desporto se transforme numa batalha irracional, de extremos e de confrontos, do tudo ou nada, do mata-mata, tão inúteis como desnecessários mas, paradoxalmente, preciosos para este país, porque pelo menos têm o condão de fazer esquecer outras alarvidades e incompetências tanto na política como na economia.

 

- Rui Santos Sá

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