O serviço de internet SAPO já nos habituou a spots publicitários a roçar o ridículo, o que não é de espantar. A figura do sapo original tem vindo a mudar e cada vez está mais esticado e humanizado, ou seja, menos sapo, de modo a servir os propósitos da pub e do marketing.
Esta última cena dos pacotes, que nos massacra diarimente na televisão, por vezes spot sim, spot não, atinjiu o nirvana da brejeirice. Digamos que a publicidade aos serviços de net e telemóveis atinjiu o pico do estado pimba. Quase de certeza que estas agências de publicidade têm ao seu serviço o melhor da nata pimba. Não espantaria que nos corredores dos gabinetes ali encontrássemos um Emanuel, um José Malhoa, um Toy, um Fernando Correia Marques e outros artistas da coisa na arte dos trocadilhos com pacotes e quejandos.
Como se a foleirice não bastasse nos ecrãs da televisão, vai daí a coisa estende-se ao próprio site, numa imitação pacóvia do supertangas, esse supermercado dos verdadeiros pacotes.
Relacionar um cú, um traseiro, um pacote, uma cabaça, uma bunda, um bujão, seja lá o que em calão se refira às nádegas ou aos músculos glúteos, com um serviço de Net, é no mínimo hilariante mas certamente de mau gosto.
Ora quando o serviço falha ou se arrasta, o que é frequente, sobra aos utilizadores uma boa desculpa para mandar a malta do Sapo e os criativos que lhe fazem os bonecos, irem naturalmente apanhar no pacote, o que se calhar nem lhes desagradará.
Ora nesta como noutras coisas que mete "pacotes", o normal é que a coisa dê em merda. Certinho, direitinho.

