Escadas em espiral

 

 escada de caracol

Excelente artigo no Atlas Obscura sobre as escadas em espiral ou “caracol”. Belos e fascinantes exemplares.

As escadas em espiral ou em “caracol”, desde as mais simples às mais sumptuosas, não deixam de ser construções fascinantes pela sua funcionalidade, graciosidade e pela estética rítmica e matemática.

No meu trabalho na área de arquitectura por vezes tenho necessidade de as desenhar e implementar. São uma boa opção para pequenos espaços já que basta uma reduzida área de sensivelmente  1,00 m2 para a desenvolver, sendo que com dimensões mais generosas será mais confortável. Infelizmente, os regulamentos ligados à segurança contra incêndios em edifícios não aprovam este tipo de escadas a não ser que tenham uma função secundária. Aliás, este tipo de condicionamentos regulamentares, entretanto ainda mais apertados com a lei das acessibilidades, dá pano para as mangas de uma discussão sobre os condicionalismos legais à liberdade artística e criativa dos arquitectos. Mas essa é outra questão. Para já, ficam as belas escadas.

 

Joana Paiva

Os pescadores de polémicas

 

vintem cretino manuel machado jorge jesus

Ontem o Benfica lá despachou mais uma equipa com uma cabazada (6-1). Desta feita foi o Nacional da Madeira, que até tinha o hábito de ser a “besta negra dos encarnados” e, diga-se, é uma das poucas boas equipas do nosso futebol maior.

Mais do que o resultado e o que ele possa ou não significar, não posso deixar de comentar a postura de alguns jornalistas neste tipo de eventos. Falo em concreto nas entrevistas aos técnicos logo no final do jogo, no flash-interview obrigatório da Sport TV: Não sei quem é o tipo, o jornalista, mas de tanto insistir em situações “colaterais”, como as designou Manuel machado, treinador dos madeirenses, lá conseguiu arrancar-lhe mais um “tesourinho” que vai servir para alimentar a imprensa e a polémica em torno dos dois técnicos. "Para mim um vintém é vintém e um cretino é um cretino. Por muito que a gente pinte de amarelo, de vermelho, de azul para encher jornais. Há coisas que não mudam. São valores absolutos, valores profissionais." Lá deixou Manuel Machado, no anzol bem armado.

O mesmo jornalista, com Jorge Jesus, voltou a lançar a cana-de-pesca mas Jesus foi mais incisivo e afrontou mesmo o jornalista quanto ao que ele estava a ali a fazer, se para falar de futebol ou se para falar de confrontos pessoais. O pescador à espera de uma gorda sardinha e deu de caras com a boca aberta de um tubarão capaz de engolir o anzol e o pescador. Optou e bem pela retirada. Antes, porém, lá foi dizendo que "Não jogámos em túneis, jogámos no campo. O jogo teve noventa e poucos minutos e na segunda parte fizemos quatro golos. No campo é que ganhámos"

Já o sabíamos, temos em Portugal uma exímia classe de jornalistas pescadores que sujeitam-se às agruras das marés para pescarias que darão boas “postas” de polémica, mas vazias na substância.

Ainda há dias, o jornal “O Jogo”, uma espécie de voz-do-dono, fez uma capa exuberante, exclamando com letras garrafais, a propósito de declarações “pescadas” ao defesa-direito do FC do Porto, o uruguaio Fucille, “ELE IGNORA O BENFICA”. É claro que o Fucile tem todo o direito de ignorar o Benfica como tem o direito de alvitrar que o FC Porto é neste momento a equipa que melhor futebol joga. O jogo deste Domingo com a Académica, veio dar-lhe mais razão. Fucile é assim uma espécie de “burro” de Penafiel que com as palas que lhe põem ao lado dos olhos só consegue ver para a frente.  Aparte os problemas de miopia de Fucile, importa salientar os tais métodos dos nossos jornalistas/pescadores, que forçam as perguntas, forçam as respostas e depois fazem delas os títulos e as polémicas. Não admira pois, que tanto na TV como nos jornais diários, sejamos constantemente prendados com os resultados destas sublimes pescarias. É o que temos!

José Castro

Geocities - RIP

 

geocities 

rip rest in peace

Chegou o dia anunciado para o fim do GeoCities. A quem deixará saudades? É verdade que hoje em dia temos uma ideia mais ou menos crítica sobre esse serviço, mas para milhões de utilizadores foi das primeiras possibilidades de terem a sua própria página. Uma espécie de Terravista internacional, no melhor e no pior.

Importa reflectir que se trata do fim de um ciclo e certamente daqui a uns anos teremos mais notícias semelhantes porque nada é eterno e o tempo e o desenvolvimento tecnológico não se compadecem com quem fica para trás ou quem não soube nem foi capaz de acompanhar o ritmo da caminhada. Quem será o próximo?

JP

 

Twitter, uma inutilidade merdosa

 

twitter merdoso t

Depois da pseudo-polémica do artigo de José Pacheco Pereira sobre o Twitter e as reacções que gerou, eu também tenho direito à minha opinião e pouco me importa se será ou não polémica, mas talvez não, porque  por enquanto, ainda não tenho a notoriedade de JPP nem a almejo obter por o criticar, até porque este simples bitaite nunca será aproveitado pelo Público. O que eu queria dizer é que acho o Twitter uma inutilidade merdosa. Pronto, é só isso!

RSS

 

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Uma inutilidade chamada Twitter
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Os jornais no ano 2000

 

Em 13 de Julho de 1961, portanto há mais de 48 anos, o “Foguetão”, uma publicação que se designava como o Semanário Juvenil para o ano 2000, já por si um conceito imaginativo, publicava no seu Nº 11 uma espécie de antevisão daquilo que seria um jornal no ano 2000, onde previa que os jornais coubessem na palma de uma mão, com estes a serem vendidos em forma de disco magnético. Para o efeito apresentava uma caixinha, “na forma de cigarreira”, tipo walhman, com 1 cm de espessura, mas com um ecrã, portanto com capacidade de reprodução de voz e imagem e com as diferentes rubricas do jornal referenciadas por uma banda de cores diferentes. Resumindo, uma espécie de leitor moderno de som e imagem.

Na altura não deixava de ser uma visão futurista, e com problemas que “certamente os cientistas resolveriam” mas que de certo modo está agora a concretizar-se. É claro que nunca adivinharam o aparecimento da Internet nem as consequentes edições online de milhares de jornais, revistas e livros, mas mesmo assim, não deixa de ser curiosa a abordagem se tivermos em conta o facto de isto ter sido imaginado escrito há quase meio século.

Pode ampliar a imagem para perceber melhor o esquema e sua descrição.

 

jornal do ano 2000

jornal do ano 2000 2

 

Anabela Pereira

Mini Marshall

 

 

Tenho em casa um super potente amplificador de guitarra, da marca Marshall, daqueles a válvulas. Quando quero abanar a estrutura lá desfiro uns acordes e limpo as teias de aranha, quer à guitarra quer ao próprio amplificador.

Na ThinkGeek, por 44,99 dólares, está disponível um mini-amplificador para guitarra, também da Marshall. Pequeno e potente. Dispõe de saída para auscultadores. Funciona com uma bateria de 9v e pode ser pendurado à cinta. Desconheço o mal que possa provocar na tomada tendo em conta a proximidade.

Uma preciosidade.

AA

Saramaguices

 

jose saramago saramago teknomatika

Ainda  a propósito da telenovela despoletada pelas considerações pouco abonatórias de José Saramago para com a Bíblia, o país vai ter hoje um debate entre o Prémio Nobel da Literatura e o Padre Carreira das Neves, teólogo e estudioso da Bíblia. Será na SIC e SIC Notícias, a partir das 21:30 horas.

"Saramago é um Gato Fedorento a brincar com a Bíblia", realçou Carreira das Neves, que falava à margem do colóquio "As artes da Bíblia", que decorreu em Lisboa.

Depois desta humorística mas infeliz apreciação de Carreira das Neves, tudo indica que vamos ter assim uma espécie de dois gatos pingados a esmiuçarem a Bíblia,  a ver quem desenrola melhor o seu novelo de malha.

Penso que não seria preciso chegar a tanto porque bem sabemos que no final do debate as coisas vão ficar como estão: Saramago a defender um chorrilho de apreciações ingénuas e provocadoras quanto à Bíblia, e Carreira das Neves a puxar pelos seus conhecimentos a defender o contrário. No final vão ficar todos emaranhados nos novelos que desfiarem. Quanto a vencedores, ganhará Saramago porque isso reflectir-se-á sempre nas vendas dos seus livros. É uma publicidade para a qual não gasta um centavo para além das eventuais corridas de taxi entre as estações das diversas televisões.

Entretanto, pelo meio, no grosso das declarações de quem defende Saramago, penso que se tem tentado desviar algumas ideias base da polémica. Esta resultou essencialmente das declarações de Saramago e não quanto à apreciação do livro “Cain”. Tanto o editor quanto Saramago, têm criticado quem critica sem ter lido o livro. Ora o que tem estado em discussão não é o livro mas sim as tais declarações provocatórias que foram proferidas em momentos diferentes. Pretendem assim “virar o bico ao prego”.

Achei também curiosa a defesa de Saramago quando o questionaram se continuava a ser português. Como se Portugal de um clube se tratasse, o escritor argumentou que tinha as “cotas” em dia do seu “camarote” que tinha na cidade. É claro que Saramago continua a ser um português legítimo, porque paga os seus impostos, mesmo que viva em Espanha e mesmo que por ele Portugal pudesse ser uma província espanhola a oeste de Badajoz. Quanto a isto nada a questionar. Se o Nobel paga as cotas tem direito a assistir aos jogos no seu camarote assim como tem direito de vir cá com a sua funda, tipo David, a acertar com o seixo nos tomates do gigante Golias da Igreja.

Como de costume, estou certo que os mais interessados pelo debate, e até por esta questão, serão aqueles que se assumem como ateus, descrentes ou agnósticos. São estados de respeitar, mas, como habitualmente, estes vão continuar preocupados por algo que proclamam não acreditar. A estes não lhes basta não acreditar mas sobretudo contrariar quem acredita. São assim uma espécie de missionários da descrença militante.

Por aqui, a não ser que se justifique, o assunto está encerrado. Saramago limitou-se a ser ele próprio, porque sabe que o que disse provoca polémica porque sabe quem pretendeu provocar. É verdade que usou do seu direito de liberdade de expressão mas também sabe que a mesma foi dirigida a uma comunidade de milhões de pessoas.

Manuel Alegre também veio defender Saramago. Gosto de Alegre e da sua obra e escrita, mas penso que não tem muita razão. Primeiro porque Saramago não precisa que o defendam já que provou que tem boas armas de arremesso; Quanto ao invocar que Saramago está a ser alvo de preconceitos esqueceu-se que tem sido o próprio Saramago a ser preconceituoso para com a Igreja em diferentes momentos. O episódio de que agora se fala é apenas mais um.

Alegre diz ainda que Portugal não perdoa a “grandeza e aqueles que distinguem”. Alegre esquece-se que essa “grandeza” é bonita e sublime mas que deve comportar um sentido de tolerância e respeito que Saramago não tem sabido ter. Admito a intolerância da Igreja em muitas questões, mas para a criticar e combater não se vai lá com episódios e lutas baseada nesse mesma intolerância.

Entretanto já consegui ler alguns parágrafos de “Cain”. Nada de mais, para além de ser uma leitura intragável sob um ponto de vista estrutural. Pareceu-me um leite-creme já azedado, excessivamente polvilhado de vírgulas sem sabor a canela. Aliás, as vírgulas estão para a escrita de Saramago como aqueles irritantes semáforos de controlo de velocidade nas nossas estradas nacionais. É uma escrita para ler em slow-motion sob pena de nada se perceber do que o homem de Lanzarate pretende dizer. 

JC

A Internet afinal é um mundo para sortudos

 

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Não, recuso-me a acreditar que realmente eu seja um tipo sortudo a ponto de no mesmo dia e num curto período de tempo poder ser premiado pelo facto de num sítio ter sido o visitante Nº 999.999 e noutro o Nº 1.000.000. Como se costuma dizer, era muita vaca.

Sinceramente…pelo menos pedia-se a estes tipos que tivessem mais imaginação. Então em apenas 3 minutos o número mágico de visitantes passa de 999.9999 para 100.000? Haja paciência. Nem o Américo Amorim perdeu tanto dinheiro em tão pouco tempo com a crise da Bolsa.

É claro, que fora a ironia, não me incomoda este tipo de publicidade mas preocupa-me que seja tão agressiva e em sítios mais ou menos bem referenciados como, no caso, o ImageShack e o Technorati.

Saramago - O exercício da banalidade

 

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O que me espanta não é o ateísmo militante de Saramago, uma ateísmo que roça o proselitismo. É um direito seu exactamente igual ao dos crentes  militantes e proselitistas. O que me acaba sempre por desapontar é a banalidade dos ataques à religião, a incompreensão do fenómeno e das raízes racionais que estão presentes na ideia de Deus. Compreender a religião e a ideia de Deus não implica acreditar ou não nelas, mas tentar uma aproximação racional ao fenómeno religioso. O que está muito longe de acontecer com Saramago, como se prova por isto: «O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!» Isto está ao nível das crises religiosas da adolescência.

fonte: A ver o mundo

Concordo no geral com esta opinião.  Já o disse aqui, que não gosto particularmente da escrita de Saramago, embora reconheça a sua importância no contexto da literatura portuguesa. Todavia, Saramago é recorrente neste tipo de recalcamentos e confrontos com a religião e de modo especial contra a igreja católica. Mas, aparte o respeito que as suas opiniões merecem, parece que Saramago continua a precisar destes confrontos e da polémica que eles geram para o sucesso de grande parte dos seus livros. À falta de melhor, o exilado de Lanzarote pega em temas da religião, cometendo o mesmo pecado da tentação de inúmeros autores ligados às artes. A religião, pela importância intrínseca para milhões de pessoas, é sempre um tema forte e fácil de pegar. Saramago é assim uma espécie de Dan Brown no seu pior.

Saramago, na sua entrevista ao público, apresenta novamente um chorrilho de banalidades. É claro que a Bíblia tem a importância que tem e não é o facto de ser considerada sagrada ou de inspiração divina que molda a concepção de quem é religioso e vive a religião. A Bíblia, apesar do significado que comporta, é, porventura, a parte menos importante e significativa da religião, nomeadamente na católica, já que assenta sobretudo no novo testamento e nos ensinamentos baseados no amor e respeito ao próximo. Daí que se compreenda que Saramago diga que espera uma maior contestação por parte dos Judeus.

Por conseguinte, as questões e as dúvidas que Saramago lança, são legítimas mas banais e próprias de um puto adolescente confrontado com a chatice de ser obrigado a ir à missa. Eu tive essas dúvidas, ou até certezas, aos 14 ou 15 anos. Saramago expressou-as agora, quase aos 90 anos. Eu, porém, continuo a ter necessidade de uma religião e continuo a ter dúvidas e quanto mais dúvidas tenho mais necessidade sinto, mas essa é uma batalha minha, pessoal. A luta do José da Azinhaga é pessoal mas colectiva e militante ou não estivesse toda a sua obra impregnada desta sua ideologia e da visão ingénua que consegue vislumbrar na Bíblia. Não conseguiu compreender que os textos bíblicos reflectem apenas a crueldade do mundo e da luta constante do bem contra o mal. Considerá-la um manual de maus costumes é tão ligeiro como considerar a sua obra literatura de cordel.

Afinal a religião é isso mesmo, o acreditar no impossível, no inatingível e que implica uma fé que não se explica nem se compreende. Se a religião, qualquer uma delas, fosse assim, tão palpável, tão lógica e tão à medida das conclusões banais de Saramago, e se a Bíblia ou o Corão fossem uma espécie de Código Civil ou Código Penal, certamente que seria uma coisa demasiado terrena para ser considerada. A necessidade do Homem para com a espiritualidade, para com o divino e o transcendente, remonta aos primeiros períodos da sua História e sempre se expressou de diferentes formas e por diferentes caminhos.  É pois, uma necessidade ou uma dependência que acompanhará sempre os nossos dias. Mas, Saramago, mesmo próximo do final lógico dos seus dias, ainda não compreendeu isso e continua a insistir nas suas banalidades para com a religião como se esse fosse o seu grande combate. Saramago é assim uma espécie de adepto portista, carregado de troféus e êxitos mas com uma necessidade doentia de fazer desacreditar o Benfica e os seus adeptos, porque, no fundo, continua a temer a sua grandiosidade.

EU Bookshop Digital Library – 110 000 novos livros online

 

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A EU Bookshop Digital Library, que integra a Europeana, a livraria digital europeia, passa a dispor de mais de 110 mil novos títulos online.

À porta da taberna da Ramos Pinto

 

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Ao aceder ao sítio da Ramos Pinto, uma antiga casa produtora de Vinho do Porto, não deixei de achar curiosa a ferramenta de verificação de idade já que, a entrada só é permitida a pessoas com idade legal para consumir álcool, de acordo com as regras vigentes nos diferentes países onde o visitante se encontre.
NO caso de Portugal, o visitante só consegue aceder se clicar no ano de 1991, portanto num suposto de que a idade legal para se poder emborcar umas bejecas ou um vintage do Porto será 18 anos. Ora, quanto julgo saber, a idade em vigor ainda é os 16 anos.


Bom, não me dei ao trabalho de verificar as idades em países tão improváveis como o Lesoto, a Samoa, Chipre ou as Ilhas Salomão, mas aparentemente calibraram o acesso pelo 18 anos. Por outro lado, se de Portugal, não deixam entrar um jovem de 16 anos, quando o poderia fazer legalmente, mas deixaram-me entrar como um velhinho de 109 anos. Sem dúvida de maior idade, mas possivelmente a precisar de ajuda para levantar o copo.


A curiosidade desta espécie de barreira de entrada, acaba até por ser caricata pois o sítio da Ramos Pinto é tudo menos uma taberna ou bar nocturno onde se possa enfrascar umas valentes garrafadas ou uns potentes shots.


Por outro lado, não deixa de ser irónico que qualquer criança da escola primária consiga entrar pela porta da frente na maioria dos dos sítios de pornografia e sexo explícito e que se bater à campaínha da Ramos Pinto tenha que fazer o teste de idade.


Por vezes, ou quase sempre, a Internet é um mundo hilariante.


Juro que não estou com os copos.

20º Amadora BD

 

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A edição de 2009 do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora que, este ano, comemora vinte anos decorrerá entre os dias 23 de Outubro e 8 de Novembro, tendo como núcleo central, uma vez mais, o Forum Luís de Camões, na Brandoa.
Este ano, assinalamos, entre outras exposições, os 50 anos de Astérix, os 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa e homenageamos Vasco Granja e Héctor Germán Oesterheld.
As exposições, a presença de autores, a área comercial, o espaço infantil e as diversas actividades de animação fazem do Amadora BD a grande Festa da Banda Desenhada em Portugal.

fonte: http://www.amadorabd.com/

O quê Proença?

 

Anda por aí uma tempestade acerca de uma reportagem que uma tal de Maitê Proença realizou em Portugal para o programa Saia Justa do canal brasileiro GNT. Pelo meio gerou-se uma enxurrada de comentários críticos ao sentido da reportagem e comentários aos comentários com extremismos à esquerda e à direita, envolvendo até alguns blogs de referência. Uma espécie de luta de mulheres com puxões de cabelo e sapato de tacão alto na mão. Tal qual uma luta entre o padeiro e o carvoeiro; No final ficam ambos enfarruscados.

A tal senhora, sufocada pelo imenso alarido e tamanha indignação, já veio pedir desculpas aos portugueses. A coisa deve ser séria.


A propósito: Quem é essa Maitê Proença? O real problema dos portugueses é dar importância a quem a não tem.

José Saramago – 11 anos de Nobel

 

jose saramago saramago teknomatika

Completam-se hoje 11 anos após a distinção de José Saramago com o Prémio Nobel da Literatura (8 de Outubro de 1998).

É verdade que não sou apreciador e consumidor da escrita de Saramago, por isso preferia que fosse António Lobo Antunes o eleito. Todavia, é justo que se faça a lembrança da data. Afinal, a distinção foi para Saramago, é certo, mas sobretudo para a Literatura portuguesa.

Blogosfera – Um mundo de abelhas, moscas e varejeiras – Episódio 3/3

 

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1º Episódio

2º Episódio

 

Neste ambiente de selecção natural, de favores mútuos, reciprocidade ou mutualismno, como um pé-de-feijão enrolado a um pé-de-milho, ou um Buphagus no lombo de um búfalo africano, determinados blogs vão cimentando um conjunto de comentadores habituais que afinam pelo mesmo diapasão do blogger proprietário. Gera-se assim um círculo de amigos que raramente estão contra as ideias da casa, portando-se até como um exército de diligentes abelhas guerreiras dispostas a defender a obtusa abelha raínha contra os intrusos, moscas, varejeiras, vespas ou até mesmo abelhas levezinhas e dóceis que apenas pretendem comentar em liberdade de expressão mas de forma desafinada.

Com todos estes ciclos e círculos viciosos, os comentários nos blogs acabam por ser aquilo que o blogger quer que sejam, ou seja, uma oração mais ou menos profunda mas que termine sempre num monocórdico Amém (assim seja). Não há lugar à crítica contundente mas apenas à bajulação, ao “yes man”, ao "porreiro pá", mesmo que em frases curtas e ocas, como "interessante", "fantástico",  “extra-ordinário”, "concordo",  "lindo",  “deves publicar um livro”, “és o maior”, etc, etc.

Milhentos blogs bem iluminados, tidos como referências, inicialmente espaços abertos às divergências e convergências, tornaram-se assim em reuniões de chã, em sítios de masturbação intelectual. Muitos deles deixei de visitar e comentar; Era chover no molhado. Outros, continuo a visitar mas agora apenas para espreitar essas rodas de amigalhaços, mas na expectativa de ver se há alguém a desafinar e qual a reacção da colmeia.


Deste modo, mesmo perante alguns debates sobre a questão da importância ou não da abertura de comentários nos blogs, filtrados, barrados ou moderados, acaba por ser uma discussão igualmente sem sexo nem nexo.

Cada qual que faça como bem entender. Admito que há blogs cuja sobrevivência, financeira. nalguns casos. e intelectual noutros,  depende totalmente dessa energia, mas, verdade se diga, embora os comentários sejam uma das características que definem e caracterizam os blogs relativamente a outros conceitos de páginas e conteúdos nesse universo da internet, pela interactividade ou dinâmica que podem suscitar e gerar, são em si próprios uma doença que enferma a vitalidade de grande parte dos órgão dessa blogosfera. E porquê? Porque, admitamos, na realidade ninguém gosta de receber críticas, contradições e correcções, mesmo que feitas de forma fundada e respeitosa. A liberdade de expressão é assim apenas uma quimera blogosférica. A maior parte dos bloggers, especialmente os iluminados, porque não gostam de abandonar a tranquilidade do seu mar, do seu poiso lunático, da sua notoriedade e predominância, continuam a preferir usar os seus lapisinhos azuis, os seus mecanismos de defesa, as suas firewalls, os seus anti-trolls como um preservativo contra infecções e gonorréias de visitantes promíscuos. Afinal, dizem, esta é a minha casa, eu digo o que me apetece, só cá entre quem eu quero e merece, ou faz por merecer.

Assim, de um modo geral, esses blogs seleccionam a sua clientela como os seguranças de uma discoteca chique, que não permitem que  algum borra-botas entre de mangas cavas, chinelos e palito nos dentes, a não ser que seja um conhecido jogador de futebol ou do jet7.

Por tudo isto, e porque esta reflexão já vai longa, a blogosfera é em tudo um mundo semelhante à vida real, repleta de classes e cagança. Um mundo de vaidades e de segmentos.

É assim a blogosfera; Democrática mas só na medida do conveniente. Aprendemos uns com os outros. Eu pecador me confesso.

Bubok – Publique e imprima os seus livros

 

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A Bubok é um serviço de auto-publicação on-line e gratuito que oferece a todos os autores a possibilidade de serem os seus próprios editores. Cada um pode publicar e vender os seus livros sem limites e sem custos. O processo de publicação com a Bubok é tão simples que em apenas 5 passos pode tornar o seu sonho numa realidade com páginas.

Achei interessante o conceito. Uma oportunidade para começar a rentabilizar alguns trabalhos. Pode também ser um incentivo à publicação.

Outros artigos:

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