Portugal real

 

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Estamos mais velhos, com o emprego em baixa, com mais imigrantes, com natalidade a descer, a diminuir o abandono escolar, a aumentar os diplomados do superior, a pagar mais, a poupar menos, mais endividados, mais consumistas, a sofrer mais crimes contra pessoas e à espera de 2040 para ficarmos mais novos.

Este resumo, em letras garrafais, faz parte da capa do Jornal de Notícias, de edição de hoje. O resumo não supreende ninguém pelo que até é uma constatação ou verdade à La Palice.

Esta conclusão, tirando ali os descontextualizados "a diminuir o abandono escolar, a aumentar os diplomados do superior" (ambos a desaguarem no desemprego) até peca por optimista.
Passados que estão quase 4 décadas sobre a revolução do 25 de Abril de 1974, é este o retrato do nosso país.


Mas nem tudo é mau porque em contrapartida conseguimos grandes conquistas: O número de abortos aumentou, o número de divórcios aumentou, já temos legalizado o casamento gay, um homicida tem a garantia de que nunca apanhará mais do que 25 anos, quer limpe o sebo a 1, a 7 ou a 70, sejam velhos ou sejam criancinhas, o crime tem aumentado os postos de trabalho, a actividade criminal alargou-se e internacionalizou-se, e na Europa temos uma das maiores taxas de telemóveis per capita, etç, etç. Hip Hip Urrahh.

Ah, e temos o Twitter e o Facebook onde toda a gente é amiga e tem demonstrado que a lavoura tem aumentado exponencialmente e anda toda a malta de volta das quintinhas, dos porcos, das vacas, das galinhas, rosas e alfaces.

 

- Rui Santos Sá

Ensitele-rural – O impacto nas retretes socias

 

Caros amigos, permitam-me também que entre na dança do caso da Ensitel/redes sociais.
Sem me alongar, porque o essencial da minha opinião partilho-o genericamente de dois comentários à notícia no webmilionário (que abaixo transcrevo), sempre quero dizer que este caso, afigura-se-nos como irrelevante e sem importância alguma, porque gira em torna de uma questão comum e corriqueira no dia-a-dia das relações consumidor-vendedor-justiça. A sua relevância ou impacto na blogosfera, redes sociais e por arrasto a comunicação social, só resultou na medida em que alguém fez por fazer o trabalhinho de caso e empurrou encosta abaixo a bolinha de neve a ver no que tamanho que teria quando se esborrachasse no fundo do vale.


Quer se queira, quer não, temos uma certa blogosfera, dita de referência ou da 1ª divisão, que efectivamente tem algum poder de opinião e nas mãos as pontas de alguns cordelinhos que devidamente agitados vão chocalhar as latas nos sítios certos ou, por controlo-remoto, fazer rebolar as tais bolinhas de neve.
As redes sociais, para além da sua utilidade que só é devidamente aproveitada por uma escassa minoria, é terreno fértil e retrete fácil para defecar estas póias e deixar que as moscas, moscardos e verejeiras apareçam a fazer banzé do costume e a conspurcarem-se na imbecilidade quase geral.


Resumindo, acho que a pessoa envolvida na base da polémica, tem genericamente razão e a Ensitel ficou muito mal na fotografia, essencialmente na forma como lidou ou não lidou com a questão, mas sobretudo na absurda exigência de pedir o apagamento dos posts de opinião. Todavia,  acho também que no geral  a empresa tem sido alvo de um ataque, aproveitamento e empolamento desajustados, despropositados e até inaceitáveis.

Comentários insertos no webmilionário:

1 – Estas coisas chegam à Web quase à velocidade da luz e sem darmos por isso, ou sem sabermos por quê, entramos ou caímos de queixos no meio de algumas discussões e batalhazinhas, algumas com interesse porque têm em contexto assuntos que calham a todos, o caso da relação cliente/consumidor/fornecedor, mas quase sempre assuntos de caca, de palha ou guerras de alecrim e manjerona. Aliás, eu pecador me confesso, o Facebook e o Twitter são locais priveligiadfos para o exercício da banalidade opnde a estupidez e a idiotice são a regra.
Um pouco dentro desta base, acabei por me inteirar desta assunto despoletado pela Maria João no seu blog e por uma decisão em tribunal que não lhe foi favorável e em face disso a Ensitel a exigir que apagasse os posts que a dita Maria João lavrou em função da sua opinião.

2 – Assim de repente, creio que a Jonas tem razão e que ao fim e ao cabo se traduz num péssimo serviço que muitas empresas prestam no pós compra. Também o descrédito pela Justiça fica partilhado. Passou já um ano sobre uma queixa que fiz contra desconhecidos (mas com elementos que levariam à identifiação), por usurpação de conta de email e a partir dela de aproveitamento enganoso em algumas situações) mas continuio sem saber as consequências, que presumo serem nenhumas. Por outro lado, já fui cliente da Ensitel e fiquei com motivos para a riscar do mapa. Do mesmo modo, a exigência da Ensitel quanto ao delete das mensagens da Maria João, foi desajustada, inconcebível e mal medida.

3 – Seja como for, todo este borburinho, este rebentar da bolha, esta caganeira que se pretendia ser apenas um tímido peidinho,acaba por trazer à tona outra importante questão que é o capacidade da Web, com uma multidão quase anónima, catalizada ou acicatada por alguém ou “alguéns”, acaba por fazer uso do poder da razão e da emoção e quase sempre de forma irracional. Não surpreende assim que a Ensitel esteja com um problema de imagem em mãos, e que continua a defender-se mal do ataque de tomates e ovos-podres, mas também é verdade que há por aqui muita má intenção, especulação e exagero.

4 – A Maria João, porque até tem uns amigos porreiros noutros blogs e estes porque até simpatizam com a Maria João e com ela e a sua causa gostam de ser simpáticos (justa, diga-se), acabaram por empolar e agitar as águas e nessa tarefa quem anda por alguns blogs de referência sabe que há mestres nessa culinária das palavras.
Por tudo isso, no caso concreto da repercurssão do caso empolado e abadalhocado aqui no Facebbok, o que a Ensitel teria ou terá que fazer, é mandar todos à merda, eu incluido, e a coisa, como todas as cagadas, acabará por passar à História.
Esta é assim uma questão tratada de forma extremada de parte a parte e o Facebook é porventura o local menos adequado ao seu tratamento com elevação. Será como pretender-se montar um laboratório de análises clínicas dentro de uma pocilga.

Nota: Durante a manhã expressei esta opinião na página da EWnsitel no Facebook, mas pelo limite de 1000 caracteres, parece que se perdeu o fio-à-meada.
Nem de propósito, o assunto mereceu destaque no Jornal da Tarde da RTP, com a Jonas a ter direito a entrevista.
Penso que mais do que o interesse do assunto, que diga-se, é corriqueiro e habitual, este bola-de-neve resulta apenas da influência que alguma certa blogosfera e certos bloggers têm.

Zé Costa
29 December, 2010 at 2:14 pm

 

casos em que as reclamações “correram bem” (ou seja, os problemas foram solucionados) há muitos, seja com a Nokia, LG, etc etc e decerto até com a Ensitel. O problema é que podem solucionar 1000 problemas em 5 minutos que ninguém vem dizer bem da empresa.
Basta não solucionar uma para que caia o carmo e a trindade. Como te correu bem com a Nokia, aposto que em 5 minutos encontro na net dezenas de relatos de pessoas a quem uma reclamação correu mal.

Jorge Vieira

29 December, 2010 at 2:38 pm

 

- Rui Santos Sá

Google – Tradutor em Latim - Qui habet oculos ut videam.

 

Na actualidade, o Latim é considerada uma língua morta. Apesar da sua ampla utilização no vasto Império Romano, com o tempo caíu em desuso. Todavia, ainda é muito utilizada na liturgia da Igreja Católica e não só, pelo que, para além de uma utilização académica e científica, tem vindo a ganhar alguma notoriedade e o despertar de um novo interesse. Não se espera a sua generalização, mas estamos em crer que será sempre um idioma a merecer atenção.
Um pouco dentro desta ideia, não é por acaso que o Google Translate já possui a possibilidade de tradução de e para Latim.De referir também a apresentação do resultado num estilo clássico.
Sabemos que, como todas as traduções automáticas, há sempre falhas e descontextualizações, mas, até pela curiosidade, vamos traduzir então este texto para o Latim.

 

Nunc latine habetur silvarum. Lata trahere usum RomanumImperium Cecidit tempor obsolevit. Est tamen adhuc late in liturgiaEcclesiae catholicae, et insuper ut praeter scholastica scientiis ususquidam sumpta notitiam et evigilans nova curam. Non debent autemdistribuit plurimis credimus semper in lingua iudicii.
In exiguum eo pacto non est accidens Google Translate iamfacultatem et Andrea Latim.De intelligi de presentatione Classicalsequatur oratio.
Nempe machine translation sicut omnes sunt semperdecontextualizations macula, sed curiositas, tunc illud interpretariLatine.

 

- Luis Gama

Interessante…para o reveillon

 

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Londes - Cientistas defendem que torradas com mel é a combinação ideal para combater a ressaca.

Foi a Royal Society of Chemistry que divulgou o estudo onde desvenda a receita implacável para curar ressacas: torradas com mel. Segundo os cientistas, a frutose do mel é uma grande ajuda no processo de desintoxicação. A explicação é o facto de o mel ser rico em potássio e sódio, que ajudam a combater o acetaldeído, substância tóxica produzida pela absorção do álcool pelo corpo.

À medida que o acetaldeído é substituído por outras substâncias menos tóxicas, como as que se encontram no mel, o efeito desagradável da ressaca vai-se desaparecendo. Outra dica para minimizar a ressaca é alternar a ingestão de bebidas alcoólicas com copos de água, uma vez que o álcool causa desidratação, factor que acelera uma ressaca.

No entanto os investigadores da Royal Society of Chemistry vão ainda mais longe. Se preferir prevenir os efeitos do excesso de álcool, basta beber um copo de leite antes da bebida alcoólica. Uma vez que o leite diminui a absorção do álcool, o corpo terá menos quantidade de acetaldeído.

(c) PNN Portuguese News Network

fonte: Jornal Digital

 

- Joana Paiva

Uma inutilidade chamada Facebook – Ou o buraco negro do universo das relações

 

Já escrevi por aqui, a minha visão acerca do Twitter, que considero uma fantástica inutilidade, opinião que reforço passado o tempo sobre a primeira impressão.
Quanto ao Facebook, naturalmente é outra inutilidade e que, sinceramente, o seu sucesso global só pode ser medido e compreendido pelo tamanho da própria inutilidade. E isto é tanto mais perceptível na medida em que existem várias ferramentas onde se podem cumprir os mesmos pressupostos com uma maior produndidade e controlo e sem perda da interligação ou interactividade com os verdadeiros amigos.


A título experimental, numa espécie de case study, tenho tido desde há algum tempo uma conta no Facebook onde apenas à custa de aceitação de convites, tenho já uma comunidade superior e 5000 "amigos". Resumindo, 5 milhares de avatars que eu não conheço de lado nenhum, com os quais nunca falei de futebol, nem bebi um cervejola nem partilhei anedotas nem falei de gajas nem de gatos ou vinhos. Contudo, toda essa enorme quantidade de gente "amiga", viu em mim, um mero e inútil desconhecido, potencialidades para ser seu "amigo". As nossas "profundas" relações têm subsistido nuns igualmente profundos "gosto", gosto disto, gosto daquilo, gosto daqueloutro. Pouco mais que uns monocórdicos monossílabos.


Não surpreende assim, onde reside a essência do sucesso mundial do Facebook que é precisamente no conceito ligeiro e deturpado com que nas actuais sociedades etiquetamos o valor da palavra amigo ou amizade, pelo que o sucesso nessa rede social residirá nos números e não nas pessoas. Já era um pouco assim, mas com o Facebook, as pessoas tornaram-se definitivamente em números mascarados por um avatar.
Admite-se que o Facebook seja efectivamente usado de forma positiva por muita gente, nomeadamente em círculos de pessoas que realmente se conhecem, mas esse tipo de usufruto pleno será uma ínfima percentagem à escala mundial. No restante, na nossa carteira de amizades facebookianas até poderíamos ter amigos do reino animal, vegetal ou mineral, que a profundidade e interacção seria a mesma e com a mesma substância.


O Facebook é assim uma espécie de barómetro da imbecilidade planetária, uma espécie de montanha prenha que cada vez vai parindo mais ratinhos, um balão enorme e colorido mas que lá dentro tem pouco mais que ar, quando muito uns confetis para darem um ar festivo ao vazio.


Um destes dias, passando na baixa de uma qualquer cidade, dei de caras com um entre vários "sem abrigo" e não deixei de pensar: -Pobre homem, bastar-lhe-ía um computador, uma ligação à internet e uma conta no Facebook, para, num abrir e fechar de olhos, ter um milhar de amigos. Pura ilusão, mesmo tendo um belo avatar, o seu principal amigo ou amiga, continuaria, porventura, a ser o seu cobertor coçado e a sua caixa de cartão, quiçá uma Facebox. Por isso, mais milhar menos milhar, as contas no complexo universo da rede social continuam a ser buracos negros atraíndo com a sua força gravitacional até a própria luz dos poucos corpos que ainda a irradiam.

 

- Rui Santos Sá

Music Flash Games

 

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Para quem gosta de jogos à volta da criação de música ou de sons, o que nos parece não ser a mesma coisa, o sítio flashmusicgames.com apresenta várias aplicações que não deixam de ser interessantes ou curiosas.


Vale a pena a visita e experimentar algumas das opções propostas, tanto de bateria, como de guitarra e piano.

- Joana Paiva

PDFill

 

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Excelente programa. Entre outras funções, permite juntar vários documentos PDF num único ficheiro, e o contrário, ou seja, dividir um ficheiro PDF de várias páginas em ficheiros individuais. Permite também transformar os PDFs em imagens de vários formatos (JPG, PNG, BMP, GIF, WMF, EMF, PCX, TIF), bem como o contrário, pegando numa série de imagens e transformando-as num ficheiro PDF.

Para além disso, permite ainda encriptar os PDFs e adicionar marca-de-água com texto ou imagem, ajustar a rotação, crop, e muito mais. Excelente, versátil e extremamente rápido.

Existem, naturalmente outras ferramentas semelhantes, nomeadamente o PDF Tools, mas esta PDFill é de longe superior para além de ser freeware. Apenas a componente Editor, independente, é paga.

Link: PDFill

Link: PDF Tools

Link: Gios PDF Splitter and Merger

 

- Daniela Souto

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