Numa época em que as ferramentas de comunicação estão ao alcance de um simples clique, os contactos via email estão generalizados e fazem parte de um qualquer estaminé aberto na Web, seja ele particular, empresarial ou governamental. Seja no blogue do António Silva, na loja online de uma sexshop, de um vídeo-clube especialista em sexo anal, ou seja no sítio das Finanças ou da Segurança Social, é regra que o contacto esteja tão à mostra quanto os pingarelhos dos frequentadores da praia do Meco (eu sei que a coisa generalizou-se). Por conseguinte, esperar encontrar o endereço electrónico num qualquer sítio, é tão óbvio quanto despir uma boazona e verificar que usa fio-dental. Todavia, nem sempre assim sucede, isto é, principalmente em empresas que prestam serviços. A indicação do endereço de email para contactos relacionados com os respectivos serviços, nomeadamente na questão de queixas, afigura-se muitas vezes uma missão quase impossível, pelo que, levando à letra a analogia com o despir da boazona, verifica-se que a mesma afinal usa as clássicas cuecas de gola alta, sem ponta de nádega que se lhe pegue com o olho.
Nestas situações de quase ocultação, se não mesmo, em alternativa é indicado um número de telefone, nem sempre devidamente identificado quanto ao tipo de chamada (se grátis se a pagar).
Quando por vezes o endereço lá está devidamente identificado, depois de efectuado o contacto, a resposta surge na forma automática, fria e mecânica, uma espécie de boneca insuflável, dotada com todos os requisitos para uma variada relação, mas sem calor, sem movimento, sem envolvimento. É assim também o relacionamento de muitas das nossas empresas com os seus clientes, uma espécie de foda virtual.
É claro que todos, por experiência própria, sabemos no que é que vai dar a maior parte dos casos dos contactos via telefone: Novamente o atendimento automático, uma espécie de telefone erótico mas onde as opções deixam de ser carnais para serem numerais. Prima 1 para isto, prima 2 para aquilo, prima 3 para aqueloutro, prima 4... Finalmente, depois de um quase orgasmo decimal, depois de premido o número que supostamente conduzirá a alguém que nos vai resolver o problema, muitas vezes "entramos" para uma sala de espera, com música mas sem serigrafias baratas nas paredes e sem as revistas da CARAS, da HOLLA, da MAXMEN, ainda que recessas de 6 meses.
Quando a espera não é demasiada, lá aparece alguém do outro lado, muito sorridente (consegue-se ver o sorriso pelo telefone desde que nos foi apresentada a Marta) e que procura resolver o problema, mas muitas vezes de forma complexa e infrutífera, a exigir novas diligências e chatices., do tipo "murro-na-mesa".
Bom, para não me alongar, é só para dizer que, por necessidade de cliente, contactei recentemente a ZON TV Cabo e depois da tal resposta inicial de forma automática, é referido que a resposta formal será dada dentro de 48 horas. Caso isso não suceda (e não sucede mesmo) então o assunto já referenciado deverá ser encaminhado para uma outra secção (Deve ser a do tipo que põe os carimbos). Resultado: Continuo à espera (felizmente sentado).
Apontei o caso da ZON, mas há empresas de serviços, principalmente da área de comunicações, em que esta é uma tarefa hercúlea. A Optimus / Kanguru, por exemplo. Mas muitas outras, das quais continuo a aguardar.
Resumindo, as nossas empresas de prestação de serviços, são muito eficientes a mostrar-nos as mamas, mas quando as pretendemos apalpar, aí a coisa pia fino, não vá descobrimos que afinal aquilo é só silicone e de terceira qualidade. Quanto a chupar...vale-nos os dedos.
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